Élvio Sousa acusa Pedro Ramos de sonegar informação sobre situação da Saúde

Élvio Sousa veio acusar hoje o secretário regional da Saúde de bloquear o direito à informação, salientando que no Programa de Governo do PSD e do CDS é claro o compromisso de “desenvolver um sistema de informação em saúde que assuma os princípios da transparência e responsabilidade social”.

O líder parlamentar do JPP falava numa iniciativa politica, esta manhã, na ALRAM.

“Todavia, apesar dessas palavras bonitas, a Secretaria Regional da Saúde, sobretudo com o apoio do novo parceiro de quotização CDS, tem insistido na área da Saúde, uma conduta precisamente contrária, de bloquear e impedir insistentemente o direito à informação”, queixou-se.

Um comportamento que, realçou, tem vindo a ser assinalado não só pelo JPP, no seu trabalho de fiscalização, mas também pelos profissionais do jornalismo “que se queixam de manobras e formas de sonegar e contornar a informação”.

“Há tentativas deliberadas e formatadas, com a ajuda de assessorias de imprensa internas, para obstaculizar o trabalho dos deputados e impedir o direito de informação e o estado da saúde por parte dos cidadãos”, queixa-se.

“Por exemplo, este ano, foi necessário o JPP recorrer, por duas vezes ao Tribunal, para ter acesso às listas de espera actualizadas de 2019 e aos relatórios de gestão de 2018 e 2019. Neste momento o único espaço para os cidadãos terem acesso às listas de espera de 2019 (cirurgias, métodos complementares de diagnóstico e consultas de especialidade) é no site do Juntos Pelo Povo, e que deriva de um trabalho de profissionalismo da nossa equipa e de fiscalização”, denunciou.

Ora, “a saúde é um direito constitucional, tal como o direito à informação está consagrado constitucionalmente como um direito fundamental de natureza análoga aos direitos, liberdades e garantias. Este Governo Regional tenta, a todo o custo, negar e impedir esse direito, e muitas vezes só com o estabelecimento do pagamento de sanção pecuniária compulsória por cada dia de atraso é que o governo acaba por facultar a documentação”, concluiu Élvio Sousa.