PSD disponível para combate à insegurança lamenta, todavia, inércia da CMF nos últimos anos

O PSD veio hoje mostrar-se disponível para trabalhar no combate à insegurança crescente, lamentando, porém, a “inércia da CMF ao longo dos últimos anos”.

“Quando o Funchal liderou, em 2019, o maior número de crimes ocorridos na Região e quando é certo que, nos últimos anos, houve um claro desleixo do Executivo nesta matéria, estranha-se – ainda que seja benéfica – a prioridade ora dada a este problema, que, no nosso entender, deve ser atacado na origem e não através da criação de novas estruturas que apenas trarão mais despesa ao Funchal”, afirmam os social-democratas.

Os representantes do PSD falavam na sequência de uma audição na Câmara Municipal do Funchal a propósito da crescente insegurança que se vive na urbe e reconheceram a validade do combate à criminalidade e ao vandalismo crescente. Afirmam-se disponíveis para trabalhar em conjunto com a edilidade, mas são taxativos ao afirmar que tal estratégia deve ser “pensada e delineada na origem e, não, a montante do problema, infelizmente agravado pela incúria e pela falta de investimento, por parte do Executivo, na revitalização da cidade”.

Não faz sentido, sublinham, “que se faça bandeira do combate a um problema que está interligado, directa e indirectamente, a várias situações que foram ignoradas pela autarquia, nestes últimos anos, nomeadamente no respeitante aos apoios que poderiam ter sido dados e não foram às famílias e aos comerciantes – particularmente neste período de pandemia – e, bem assim, à requalificação de uma cidade que se encontra votada ao abandono e que incentiva, nalguns casos, o vandalismo”.

Ou seja, reforçam, “o problema existe e tem de ser atacado, mas de forma integrada e através de soluções inovadoras que, simultaneamente, combatam a exclusão social e garantam a maior segurança na cidade, ultrapassadas que sejam as questões ora agravadas dos negócios a fechar por falta de apoio e do consequente desemprego que daqui advém”.

Assumidamente a favor de medidas que minimizem a insegurança e devolvam, ao Funchal, a paz e a estabilidade social que, em tempos idos, lhe eram reconhecidas, os social-democratas defendem que o Executivo programe, assim, um conjunto de acções que não se fiquem “pela famigerada implementação da Polícia Municipal, cujas competências são exímias [sic] neste caso e representa um investimento anual de cerca de 2 milhões de euros, investimento esse que não nos parece compatível com a actual conjuntura que o Município atravessa”.

“O PSD está e esteve sempre disponível para trabalhar conjuntamente nesta área, mas não irá pactuar com soluções que abordem o problema pela rama e não traduzam, efectivamente, o que é melhor para os Munícipes”, concluem os representantes do partido.