Albuquerque diz que situação da Covid-19 está “controlada” e apela contra o “pânico” mas pede “cuidado”

Miguel Albuquerque comentou hoje a retoma de voos de Londres, nomeadamente da British Airways. Falando à margem de uma visita a um projecto florestal privado no Montado das Rabaças, Ponta do Sol, onde decorre, com apoios do PRODERAM e da Região, a recuperação florestal de uma área com 300 hectares, o chefe do Executivo disse pensar que este primeiro voo da capital britânica trará, mais que turistas, madeirenses que regressam à sua terra.
Dizendo que “o sistema de controlo no aeroporto está a funcionar bem”, aproveitou para sensibilizar para que “não entrem em pânico” porque a monitorização está a ser adequada e “é normal que, com a abertura do aeroporto, surjam alguns casos de infecção” pelo novo coronavírus. “As pessoas não precisam de hostilizar quem vem, devem receber bem os estrangeiros (…)”, apelou. “A situação está controlada”.
Referindo que a Inglaterra é um dos países do mundo com maior índice de infecção pela Covid-19, o governante afirmou que as autoridades estão a ter “muito cuidado” com o controlo que é feito no aeroporto e no acompanhamento de quem desembarca.
Por outro lado, fez outro apelo, nomeadamente o de que sejam cumpridas escrupulosamente as regras determinadas pelas autoridades de saúde. “Tenho notado algum à-vontade em alguns estabelecimentos, em alguns pontos de encontro. A situação não está normal, nós estamos em plena pandemia, há que cumprir as regras”, pediu. Mais uma vez, apelou aos proprietários de restaurantes e bares para que tomem cuidado, assegurando que “a questão não é estragar o negócio”, mas a necessidade de alertar os clientes para a manutenção do distanciamento, dentro dos estabelecimentos usar a máscara, não deixar que aconteçam aglomerações… “Temos de ter juízo, estamos ainda dentro de uma pandemia”, insistiu.
Na oportunidade, e relativamente ao projecto que visitou, o chefe do Executivo considerou que a RAM “está a aproveitar muito bem os fundos do PRODERAM no apoio à agricultura, mas também na reflorestação e reconversão das áreas ardidas”.
Depois dos incêndios de 2016, a devastação deu azo à proliferação de espécies infestantes, como a carqueja e a giesta. Isso, explicou, representa uma perigosidade grande, porque “este é um canal que transporta o fogo para as zonas altas da Ponta do Sol”. Daí que, na sua perspectiva, este projecto venha juntar o útil ao agradável: por um lado, procede-se à reflorestação de toda aquela área; por outro, cria-se uma nova zona, aberta à população, de “educação ambiente.
Necessário é também, realçou, sensibilizar a população para o investimento que ali foi feito, numa área muito grande.