Câmara de Lobos cancela campos de férias e ATL’s de Verão por causa da Covid-19

O Município de Câmara de Lobos, através da sua vice-presidente, Sónia Pereira, que detém o pelouro da Educação, Intervenção Social e Juventude, veio informar que “após muita reflexão e análise das condições necessárias para garantir a segurança dos participantes nas actividades de Verão promovidas pela autarquia, decidiu pela não realização dos habituais campos de férias Lobos Radical e Biblioteca a Brincar e a Aprender”.

A edilidade resolveu não realizar este ano os habituais campos de verão que costuma disponibilizar à população mais jovem do concelho. “Foi uma decisão tomada após a análise das condições necessárias para garantir a segurança e bem-estar de todos os envolvidos. Concluímos que, a não realização da edição 2020 dos campos de férias da autarquia seria a decisão mais responsável em termos da salvaguarda da saúde dos participantes.”

No ano transacto, os campos de férias Lobos Radical e Biblioteca a Brincar e a Aprender abrangeram 270 crianças que beneficiaram de uma série de actividades e equipamentos que, por via do actual estado de pandemia, encontram-se com acessos restritos ou mesmo encerrados.

Este ano, segundo as recomendações do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), divulgadas no documento Recomendações e Medidas de Prevenção da Covid-19 na Organização de Campos de Férias, o máximo de crianças que beneficiariam desta oferta, tendo em conta a realização de 4 turnos diferentes, seria de apenas 40, dada a redução para 5 a 10 participantes, por grupo, em diferentes turnos, refere um comunicado à imprensa.

Esta redução implicaria o mesmo ou um número superior de recursos humanos, o que não é exequível com o cancelamento do programa Juventude Activa, cujos participantes colaboravam na realização das actividades. Ainda, a redução drástica do número de participantes, face à procura crescente das actividades de Verão promovidas pela autarquia, pressupõe a definição de critérios rigorosos na selecção dos participantes, acrescendo-se a impossibilidade de cumprir com o prazo de 20 dias úteis para comunicação prévia aos candidatos.

“O Campo de Férias Lobo Radical tinha como base as instalações da Escola Básica e Secundária Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas e da Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Estreito de Câmara de Lobos o que implicaria que os participantes acedessem constantemente ao interior das escolas, para actividades de sala, ida aos sanitários e refeitório, mesmo cumprindo com o número reduzido de participantes. Torna-se ainda difícil garantir a não partilha de objectos, o que implicaria desde logo o cancelamento da prática de desportos colectivos, limitando em muito as actividades possíveis. Sem a abertura do Complexo Balnear das Salinas, local prioritário para as crianças irem à praia no concelho, torna-se ainda mais limitada a realização das actividades planificadas e o acesso a locais seguros para os participantes”, refere-se.

Segundo Sónia Pereira, “a realização dos referidos campos implica uma complexidade acrescida em termos logísticos e organizativos, pois além dos condicionamentos internos, na sede do campo de férias, estamos também sujeitos a condicionamentos de acesso às restantes actividades culturais ou recreativas a que já habituamos as nossas crianças, tanto em espaços abertos como fechados, pelo que entendemos que seria muito difícil manter a qualidade das actividades promovidas pela autarquia, perante as limitações de espaço e de interacção social.

Fica, no entanto, a garantia por parte da autarca de que estas actividades regressarão no próximo Verão, reconhecendo que as mesmas se têm afirmado como uma importante resposta social para as famílias de Câmara de Lobos, no período de interrupção lectiva.


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