“O que seria da Madeira se não fosse o senhor Paulo Cafôfo?”, reage Albuquerque ao anúncio de resposta da República através do deputado socialista

Migurl Albuquerque visitou esta manhã o Centro de Saúde do Bom Jesus.

“O que seria da Madeira se não fosse o senhor Paulo Cafôfo?”. Foi assim que o presidente do Governo Regional reagiu ao anúncio do deputado socialista madeirense, hoje no DN Funchal, dando conta que o Governo da República iria alterar dois pontos da Lei de Finanças Regionais para possibilitar o endividamento da Região em 500 milhões de euros.

Miguel Albuquerque falava à margem de uma visita ao Centro de Saúde do Bom Jesus, lembrando que o que está em discussão, amanhã e sexta-feira na Assembleia da República, em termos institucionais e nas pretensões da Madeira, “são duas propostas importantes e urgentes para a Madeira, que foram apresentadas em articulação com o PSD nacional e o nosso parceiro de coligação, o CDS. Em primeiro lugar, adiar o pagamento das duas prestações do PAEF, 48 milhões em julho e 48 milhões em janeiro, facultando liquidez para acorrermos à saúde pública, à economia e à parte social. Em segundo, a permissão, por parte da Assembleia da República, para a Região fazer uma operação ativa de financiamento, de 300 milhões.

Albuquerque adianta que aquilo que percebeu da notícia “é mais um expediente do aparelho do Partido Socialista para tentar confundir as coisas. Estamos há três meses à espera de resposta do Governo da República. E não podemos esperar mais, o que queremos é que haja aprovação do que estará em cima da mesa, amanhã e sexta-feira na Assembleia da República. O que me parece é que a notícia do senhor Cafôfo é mais uma desculpa para o PS votar contra essas propostas com o argumento que a situação será resolvida com o orçamento retificativo, lá para julho. Não podemos esperar por Julho”.

O presidente do Governo diz que “este momento deve ser institucional. Esperemos que na Assembleia da República estejam imbuídos de um elementar sentido de justiça e bom senso, ao contrário do que acontece com o governo central”.

O chefe do Executivo Madeirense deixa uma interrogação: “Acham razoável que num momento em os pagamentos estão suspensos, uma Região que nunca teve uma palavra do Presidente da República, nunca teve uma palavra do primeiro-ministro, pague 18 milhões à República mais 30 de capital? Queremos pagar, o que pedimos é um adiamento”.