Estepilha, passageiros e transeuntes sem espaço de passagem

Rui Marote
Chegamos à conclusão que há pessoas que são “cegas” ou os irónicos mas construtivos escritos do estepilha não servem para nada. Há coisas que é como “malhar em ferro frio”. Ora, qual a nossa crítica? A Avenida do Mar  e das Comunidades Madeirenses será palco de um dos maiores eventos da Região, a “Festa das Flor”. Até aqui tudo bem, é um grande cartaz turístico.
Assistimos à montagem da bancada metálica ao longo do percurso. O Estepilha nada tem contra as bancadas e estruturas metálicas em grandes eventos (shows, festivais, eventos desportivos, feiras) que servem fundamentalmente para garantir a segurança, organização, visibilidade e conforto do público. Proporcionam  lugares sentados, optimizando o espaço e garantindo que todos tenham boa visibilidade, neste caso o desfile.
Agora montar bancadas onde lhes apetece… pensamos que a edilidade funchalense  não aprovou, ou a autorização não deu entrada nos serviços camarários e o despacho foi de “boca”. Um croquis da instalação deveria no míniomo acompanhar ofício. E assim talvez isto não acontecesse.
Montar uma bancada entre duas paragens de autocarros, neste caso a mais movimentada da Avenida do Mar, que serve a Horários do Funchal, o Aerobus  do aeroport, o Siga Cam, Siga Rodoeste  e autocarros turísticos Red Bus e Yellow Bus… nestas condições… não lembra ao diabo.
As estruturas metálicas estão a “paredes meias” com as paragens que recebem e de onde saem passageiros. O espaço de circulação dos passageiros entre passeio e doca dos autocarros dista cerca de 30cm. No acesso dos degraus à bancada a redução é de cerca de um palmo obrigando os passageiros a circular dentro da doca de paragem.
Não querendo ser “profeta da desgraça”, os acidentes podem acontecer… com custos para o erário público.
Só não vê quem não quer ver. Estepilha!

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