Fotos: Rui Marote
Um dia antes da data anunciada para a abertura de bares, restaurantes e de uma série de estabelecimentos de comércio, já com as praias e outros acessos ao mar oficialmente abertos para a fruição, o Funchal Notícias deu uma volta por algumas localidades da Madeira para ver como os madeirenses estão (ou não) a aderir ao tão desejado desconfinamento.
A verdade é que encontrámos bem poucas pessoas ainda reunidas nos locais públicos. A prudência parece ser ainda a palavra de ordem e os habitantes da Região mostram-se pouco propícios a grandes concentrações em locais públicos, os quais se apresentam ainda, na sua maioria, quase desertos. No entanto, já se vão vendo alguns grupos de pessoas a sair de suas casas e a procurarem beneficiar de um pouco de ar fresco, de um passeio em família ou de uma (muito condicionada) ida ao café, que acaba por ser tomado em pequenos grupos nos arredores do estabelecimento. Também a passearem o animal de estimação ou a fazerem algum exercício.
Há quem se insurja contra as papeleiras cheias de pequenos copos de papel ou de plástico, mas não há milagres: as pessoas têm de levar o recipiente com a bebida para fora e não será certamente o comerciante quem terá de proporcionar um contentor para as pessoas deitarem o copo do café uma vez bebido, até porque o que se deseja é que não se concentrem muitas pessoas à porta dos estabelecimentos.
Uma das primeiras regiões portuguesas a aderir de forma mais disciplinada ao confinamento, a RAM também parece estar a demorar um pouco a sair dele. Pode ser uma impressão, mas esperávamos mais gente ao ar livre, neste fim-de-semana. A semana ainda está a começar e o povo pode começar a deixar um pouco mais os receios e mesmo a prudência de lado, mas, depois de tantos avisos para a tão temida “segunda vaga” do coronavírus, tal afigura-se-nos improvável.
Mesmo assim já encontrámos algumas pessoas a praticar desportos individuais, natação na Ribeira Brava, pesca à linha no cais da Ponta do Sol, “stand-up paddle” nos mares da mesma localidade, bodyboard nas ondas de São Vicente. Mas as pessoas que os praticavam contavam-se pelos dedos. Algumas famílias na praia, a apanhar sol, nadar ou a fazer pequenos piqueniques, que não havia quase nada aberto onde se abastecer de algo para comer. Algumas pessoas a passear. A presença da tão conspícua e recomendada máscara, não em todas as pessoas ao ar livre, mas mesmo assim num bom número delas, e sempre naquelas que se preparavam para entrar em qualquer recinto fechado como um supermercado, um café ou uma farmácia.
A retoma da actividade económica deve ser gradual e cuidadosa, mas não há dúvida de que, pelo menos por enquanto, as coisas ainda continuam a ser bem diferentes na era pós-Covid-19. Nada parece como dantes. O cuidado ainda anda na ordem do dia.
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