O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque admitiu hoje que a Madeira vai ter de endividar-se para responder às consequências da pandemia COVID-19.
Refira-se que, até agora, a Região já gastou mais de 230 milhões de euros à custa da pandemia, quase 14 milhões dos quais por parte do SESARAM.
Instado pelo Funchal Notícias, Miguel Albuquerque disse que as operações de financiamento da Região “vão ter que ser feitas”.
O recurso ao crédito será, no entanto, comedido para que a dívida pública da Madeira não dispare para números (6 mil milhões de euros) que nos levaram ao resgate finaceiro (PAEF) em 2012.
Segundo o governante, o endividamento “é possível” porque a boa performmance dos últimos anos permitiu à Região aumentar a sua capacidade de endividamento. A dívida pública da Região situa-se nos 94% do PIB, ao contrário da República, que ascende aos cerca de 120% do PIB.
Terá também de ser necessário um orçamento rectificativo a apresentar na Assembleia Regional e um aditamento ao contrato-programa com o SESARAM, para reforço de verbas.
Relativamente à austeridade e à possibilidade de serem criados mais encargos às famílias e às empresas para arrecadar receitas, Miguel Albuquerque disse que não é essa austeridade que irá acontecer.
“A austeridade já está instalada”, disse, mas pela via da própria economia e da baixa de rendimentos das famílias, muitos dos seus membros em lay-off e outros que podem ficar sem emprego, aumentando a taxa até aos 18%.
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