O presidente da Câmara Municipal de Porto Moniz participou por vídeo conferência, na reunião com os presidentes de Câmara da Região Autónoma da Madeira, presidida pelo vice-presidente do Governo Regional e na qual participou o secretário regional da Saúde, a secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, o secretário regional da Economia e o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil.
Uma das questões colocadas por Emanuel Câmara prende-se com o uso das máscaras, que é obrigatória para funcionários de serviços que têm contacto com o público. “Sabemos que o Governo Regional se comprometeu a distribuir duas máscaras por domicílio. Para agilizar o processo de distribuição não fará sentido envolver, por exemplo, as Juntas de Freguesia neste processo de distribuição, aproveitando a proximidade das autarquias à população?”
Ao secretário regional da Saúde, na linha das preocupações manifestadas nas reuniões anteriores, em nome da população do concelho do Porto Moniz, o presidente da Câmara Municipal insistiu na necessidade de serem salvaguardados cuidados de saúde à população deste concelho, realçando os seguintes aspetos:
– A população do concelho do Porto Moniz necessita de um médico que a assista de forma relativamente próxima, ainda que não presencialmente, mas que possa acompanhar o historial médico dos utentes e agir em conformidade;
– É compreensível que utentes com situações graves e concretamente casos que têm sido transmitidos a este executivo, pelos familiares, de pessoas acamadas e com necessidade de amputação de membro inferior esperem e desesperem por indicações médicas, havendo relato de pessoas que apenas foram assistidas tardiamente?
– Relativamente à questão das embarcações que acostaram no Porto de Abrigo do Porto Moniz, esta Câmara Municipal colaborou com as restantes entidades na busca de uma solução, num trabalho conjunto que, aliás, deveria ser também realidade, noutras áreas de intervenção. É certo, contudo, que esta situação deveria ter sido devidamente equacionada nos diferentes portos da região, para que agíssemos de forma concertada e atempada, prevendo-se que este cenário iria ocorrer. Tendo em conta que ainda antes de ontem ontem, ao fim do dia, chegou uma embarcação ao Porto de Abrigo, a qual foi assistida prontamente, sendo-lhe facultados os bens que a tripulação necessitava, pergunto se não será necessário que a Polícia Marítima marque presença em todas as infraestruturas portuárias, para que nestas diversas situações que possam ainda vir a surgir seja devidamente salvaguarda de a saúde dos tripulantes das embarcações e das populações.
– Tal como foi sugerido ao Delegado de Saúde, os pescadores poderiam já ter sido testados à chegada a qualquer instalação portuária, independentemente do local para onde fossem depois encaminhados, o que deixaria cada um deles mais descansado relativamente ao seu estado de saúde.
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