Estamos em crise!

Estamos em crise! Já todos aceitamos que este é o novo tempo em que nos encontramos. Mas no meio desta crise e com todas as limitações a que estamos sujeitos voltamos a aguçar o nosso espírito de resiliência. O mundo digital, que era cada vez mais presente, agora ganha quase todos os nossos minutos do nosso dia. No futuro irá também ganhar território sobre qualquer sector ou empresa que neste momento luta para manter a sua atividade num contexto que é estranho à maior parte das marcas.
Perante esta expansão dos serviços digitais restam-nos duas soluções: ou agarramo-nos a eles e usámo-los como uma extensão do nosso serviço e fortalecemos a necessidade de relação com os nossos clientes ou simplesmente ignoramos e perdemos a corrida. Num mundo que já não vivia somente off-line já sentíamos a necessidade da presença regular das marcas nas redes sociais, sem nunca descorar toda a componente humana que nos faz únicos e que nos permite ter e gerar emoções. Esta é a nossa vantagem. Estamos isolados? Nunca. Estamos rodeados por imensas pessoas numa cidade virtual. Estamos confinados pelas paredes do nosso negócio? Ou já criamos lojas nessas mesmas cidades? A pergunta que emerge é: Estamos capazes de avançar?
Há já imensos ginásios a transporem as barreiras físicas a chegar onde nunca antes tinham chegado tão frequentemente, à casa dos seus clientes. E por vontade destes. Para isto são criado novos produtos, adaptados à realidade atual, não apenas “digitalizados”, e este não é um novo mercado, mas simplesmente nunca foi explorado assim. A adaptação ou a recriação dos serviços para funcionarem no campo digital irá ditar o sucesso dos mesmos. Todos reconhecemos ao ginásio um caráter que treino, saúde e igualmente de socialização. Os desafios não são apenas ultrapassar todas as apps que já ofereciam este serviço, mas também continuar a gerar espaços onde o bem-estar se impõe e onde durante 30, 45 ou 60 minutos o foco seja apenas no indivíduo, no seu movimento e bem-estar físico e emocional. Aliado a isto, temos o problema da banalização da área, porque ”a cada esquina” temos alguém a dar treino, ou temos uma aula virtual ou uma dica de bem-estar. Cabe ao consumidor perceber qual a informação que lhe garantirá a segurança que está habituado a ter nos espaços de fitness. Façamos um exercício simples: se a emissão especial sobre o COVID19 fosse apresentada por uma atriz da mais recente telenovela, teria a mesma veracidade que por um jornalista que reconhece por diariamente lhe transmitir o que se passa no país e no Mundo?
A personalização ganha a generalização e a conexão ganha a automatização. Não sei se “vai ficar tudo bem”, sei que teremos de nos ajustar, de compreender que o desafio mudou e que as respostas também têm de ser diferentes.

João Pedro Gonçalves
Coordenador de Marketing e Vendas do Galo Active Health Club e Galo Active no Centro

 


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