*Com Rui Marote
O Estepilha foi hoje surpreendido pela imagem de um ilustre vulto do mundo das Letras, que já recebeu a prometida máscara do Governo Regional, talvez pela proximidade a que se encontra a sua morada da Secretaria Regional da Saúde e da Protecção Civil.
Há quem não saiba qual é o escritor homenageado com uma escultura a cem metros da Secretaria Regional da Saúde, na Rua da Carreira. Mesmo que nela por vezes acerte uma ou outra vez, por distracção. Ora, trata-se de Joaquim Guilherme Coelho, um escritor cujo pseudónimo era Júlio Dinis. Publicou “As Pupilas do Senhor Reitor” (1866), “Uma Família Inglesa” (1868), “A Morgadinha dos Canaviais” (1868), “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, em 1872…
Infelizmente era um homem doente, que morreu muito novo, com apenas 32 anos, acometido de doença pulmonar. Em busca de melhoras, deslocou-se à Madeira em Março de 1869, permanecendo cá algum tempo, ganhando alento para escrever. Voltou ao Porto em Maio de 1869, mas, sentindo-se pior, tornou a embarcar para a ilha, onde viveu de Outubro de 1869 a Maio de 1870, numa casa da Rua da Carreira, no Funchal, situada em frente à escultura.
Morreu em 1871 no Porto, com a doença que o afligia: a tuberculose. A “peste branca” que já tinha sido a causa da morte de pai e irmãos.
Estepilha, fazendo humor negro, dir-se-ia que o “Julinho” já se deve sentir mais protegido. Foi o primeiro a receber as máscaras que os CTT deveriam começar a distribuir no dia de hoje.
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