


Imagens de Rui Marote
O Estepilha deu uma “fugida” pelo Funchal deserto depois de longos dias dentro de casa a “penar” no cumprimento da quarentena. Para não pensar muito naquilo que ainda falta. Foi coisa de minutos, mas deu para ver que a população está a cumprir, tirando uma ou outra de fato de treino vestido, que pela indumentária pode sempre dizer que vai fazer exercício físico e está a cumprir as recomendações. E havia patos, estes patos aproveitaram mesmo o dia para um passeio matinal pela zona ribeirinha, certamente fartos da água, e às vezes da falta dela, na lagoa, que aproveitaram o momento para ver o mar, ali tão perto.
Desceram do Jardim Municipal, não se sabe se a fome “aperta”, se a curiosidade “aguça”, mas a verdade é que saíram da sua “zona de conforto” e foram por ali abaixo, pata a pata, passadeira a passadeira, numa imagem pouco vista, mas que pode, de certo modo, representar as consequências dos tempos de pandemia.
O Estepilha já “ganhou” o dia com estas imagens ternurentas dos “bichinhos”, que certamente vão regressar à lagoa, onde são residentes na sua eterna “quarentena”. Não se sabe se com ajuda ou não, esperemos que o regresso ocorra sem danos de maior.
O nosso regresso, dos humanos, certamente será mais demorado e doloroso.
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