Teresa Arega expõe na Galeria de Arte Francisco Franco

Na galeria de arte Francisco Franco, na escola secundária com o mesmo nome, no Funchal está patente a exposição intitulada “Gato-Sapato”, de uma ex-aluna, recentemente licenciada, Teresa Arega. A mostra está patente desde o passado dia 20 de Fevereiro e pode ser visitada até 30 de Abril, às quartas-feiras das 11h45 às 13h15  e das 15h15 às 16h45, e às quintas-feiras das 15h15 às 16h45. Podem ainda ser efectuadas visitas noutros horários mediante marcação prévia na recepção, ou através de marcação para o contacto telefónico da escola (291202820), bem como para o endereço electrónico geral@esffranco.edu.pt

Teresa Arega nasceu no Funchal em 1997. Concluiu a licenciatura em Artes Plásticas com especialidade em Pintura (2015-2019) na Faculdade de Belas Artes do Porto, cidade onde vive e trabalha actualmente como artista interdisciplinar, refere uma nota da Escola Francisco Franco. O seu trabalho reúne poesia, cor e caligrafia, explorando narrativas sinceras de experiências pessoais, em vários formatos e materiais. De pintura tradicional a ilustração, livros de artista a fanzines, Teresa é uma contadora de histórias, refere a informação facultada por Pedro Berenguer, professor responsável pela galeria da ESFF.

Destacam-se as exposições a solo, “Tabuada” no Lote67 no Porto e colectivas, “Micro-Clima” na Galeria Valbom e “Feeling Blue” no Espaço Real Galeria em Lisboa, e ainda o podcast “Varicela” sobre criatividade criado em 2019 pela artista.

Sobre esta mostra, escreve a professora da ESFF e artista plástica Teresa Jardim: “Visualizar, experienciar as obras de Teresa Arega no contexto de uma exposição individual permite desde logo aferir o seu carisma no desenho, a singularidade na pintura, a óleo, a poética nas diferentes concretizações plásticas (…) A exposição Gato-sapato, pode ser tomada também como uma paisagem,
somatório de enquadramentos – paisagens que resultam da combinatória de signos flutuantes, interpeláveis pelo olhar de quem quer ver, acedendo pelos seus pés ao espaço da obra. Paisagens que podem assentar também no real, em preocupações e reflexões
urgentes.

A este propósito, já com as peças intituladas Home is evergreen, que integraram a exposição colectiva Já podemos entrar em pânico? (Porto, 2019), Teresa Arega refere: “20% da ilha onde cresci é ocupada por uma floresta endémica, que permanece verde o
ano inteiro sob as condições mais mágicas. As alterações climáticas são a principal causa para a diminuição do seu território e extinção de fauna e flora nativas. Os efeitos assustadores das alterações climáticas são evitados por políticos, mas há soluções.”
Teresa Arega utiliza um dispositivo pictórico cuja herança nos remete para a pintura abstracta, essa grande porta aberta no séc. XX, com a modernidade artística (…)”.


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