XXVIII Festival de Teatro no “Liceu” investe em força na formação através dos workshops para os alunos

Fotos Alzira Mendes.

O espaço de partilha de talentos é também o momento oportuno para aperfeiçoamento de competências nas artes do espetáculo. Deste modo, o Festival Carlos Varela apresentou ao longo da semana workshops para os alunos e escolas concorrentes, conforme uma nota informativa remetida à comunicação social pelas dinamizadoras do projeto.

Na segunda-feira, dia 02 de março, às 14:00, no âmbito de “A preparação do corpo e dos sentidos para o trabalho de ator”, o formador Valério Fernandes, da Contigo Teatro promoveu atividades de aquecimento de voz, exercícios de articulação, espaços de criação pessoal e de imitação.

No dia 03 de março, às 10:30, a formadora Maria João Caires, do Conservatório – Escola Profissional das Artes- Engº Luiz Peter Clode, no Workshop “A voz do Ator”, trabalhou com os alunos todas as dimensões da voz e os fatores que podem provocar alterações nas cordas vocais, fomentando a importância de um bom apoio respiratório em exercícios de respiração, aquecimento, articulação, dicção, entoação e leitura dinâmica. No turno da tarde, Yury Rykunov trabalhou o movimento e a importância do corpo na interpretação num Workshop de “Dança”.

No dia 04 de março, às 14:30, com o workshop “O meu corpo é um concerto de Punk Rock”, de Marco Lima, do Desvio Teatro, desenvolveram-se atividades de auto e heteroconhecimento, interação com o corpo, a memória como espaço e elemento de criação, o poder do olhar e exploração do corpo na interpretação da personagem.

O lado terapêutico e transformador da arte esteve também em discussão na conferência “A importância do Teatro Escolar “, dia 03 de março, às 9:46, na voz de José Luís Gomes, da Associação Contigo Teatro. O preletor, assumindo um amor incondicional ao teatro “A minha primeira casa: o Teatro”, referiu que a arte é uma forma de compreendermos o mundo, de nos compreendermos a nós próprios e uma forma de podermos agir. Sublinhou que “não existe propriamente um teatro escolar, com metodologia própria, não se trata de uma ciência aplicada a vários ramos de saber, há apenas um teatro feito e realizado nas escolas”. Num discurso muito interpelativo, questionou as metodologias de ensino, demonstrando como pequenos jogos dramáticos acabam por ser a forma de nos “ligarmos” ao mundo e à cultura.