Fogo na Ponta do Pargo ainda não está debelado e exige vigilância

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, disse esta tarde aos jornalistas, fazendo o ponto da situação do incêndio na Ponta do Pargo, que o mesmo ainda não está completamente debelado. O alastramento do fogo, que teve início por volta das cinco e meia da manhã de segunda-feira, tem sido favorecido por condições complicadas, nomeadamente uma humidade abaixo dos 30 por cento e por temperaturas que atingiram, naquela zona, 28 graus. O vento, na ordem dos 40-50 km por hora também não tem facilitado nada, admitiu Albuquerque.

Múltiplas corporações de bombeiros têm estado envolvidas no combate ao sinistro, mais a GNR, a PSP e a Cruz Vermelha. “Todos os meios foram mobilizados para esta área”, salientou o governante, que disse que a prioridade foi controlar o fogo que se propagava junto das áreas residenciais e de algumas unidades turísticas. “Neste momento estamos a fazer o controle da evolução do fogo”, declarou. “A situação vai-se manter até quinta-feira, pois está previsto que estas condições meteorológicas se mantenham até essa data. O que temos de fazer, neste momento, é continuar com a vigilância, não deixando o fogo, que lavra no mato, se expandir até zonas habitacionais”.

O secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, adiantou Albuquerque, deverá tratar amanhã de apoiar os produtores de gado da zona, pois já há preocupações que se prendem com a alimentação do mesmo, dado haver zonas de pasto que arderam. Será providenciada a forragem que for necessária, garantiu. Também a ARM, responsável pela rede de água, deverá apurar já amanhã o nível dos danos causados na mesma para que se inicie a intervenção necessária.

Verificaram-se vários reacendimentos do incêndio, pelo que é necessária atenção e vigilância 24 horas por dia, disse o chefe do Executivo.

O incêndio fora da época estival levanta a questão de se não seria apropriado ter o helicóptero todo o ano de serviço, desiderato que é o subscrito por Albuquerque para o futuro, embora o mesmo refira que, dadas as características deste incêndio, dificilmente um meio aéreo seria o mais apropriado para combatê-lo. “Temos de considerar a possibilidade de termos um meio aéreo também para o socorro em veredas e percursos pedestres no futuro”, adiantou. O chefe do Executivo considerou que será possível chegar a um entendimento sobre esta matéria com o Governo central, no sentido de repartir custos.