Acidente com autocarro de turismo no Caniço fez “disparar” estatísticas de 2019 no número de mortos e feridos em acidentes

A Polícia de Segurança Pública divulgou hoje uma avaliação alargada sobre os registos de sinistralidade rodoviária em 2019 na Região, sendo que no ano passado ocorreu o número de vítimas mais elevado da última década (feridos ligeiros, feridos graves e vítimas mortais). Também o número de feridos graves (112) foi o mais elevado da década, com mais 22 feridos do que em 2018. O número de vítimas mortais, que desde 2008 não ultrapassava as duas dezenas, subiu para 42.

A PSP lembra que “os números de vítimas em 2019, registaram um inusitado aumento, fortemente induzido pelo grave acidente de viação ocorrido a de 17 de abril com um autocarro de turismo, de que resultaram 29 mortos, 15 feridos graves e 13 feridos ligeiros”. Dos 12 acidentes com vítimas mortais, 7 envolveram motociclos (4 despistes e 3 colisões) dos quais resultou a morte de 7 condutores e um passageiro de motociclos.

Analisando os 135 acidentes que nos últimos dez anos provocaram vítimas mortais, constata-se que 52,6% foram despistes, 20% atropelamentos e 21,5% colisões. Nesse período (2010-2019), registou-se o menor número de vítimas mortais das últimas décadas, mantendo-se uma assinalável tendência de descida. Verifica-se ainda que os despistes foram responsáveis por 61,5% das 169 vítimas mortais, e os atropelamentos por 19,6% das vítimas mortais.

Numa análise por tipo de veículos em que se transportavam as vítimas mortais, constata-se que 27,4% dos acidentes com vítimas mortais (37 em 135 acidentes) registados nesta década, envolvem veículos de duas rodas (34 motociclos, 2 ciclomotores, 1 velocípede), sendo que mais de dois terços destes acidentes foram despistes. Há ainda uma vítima mortal de um despiste de um quadriciclo (“Moto 4”).

No que se refere a feridos graves nos últimos anos, houve menos 34,4% (857) do que a década anterior (1306). No entanto, nos dois últimos anos o número de feridos graves voltou a subir, assim como o número de acidentes que provocaram feridos graves.

Numa amostra aos inquéritos de acidentes com vítimas graves, concluídos nos últimos dois anos ou ainda em curso neste Comando Regional, constata-se que em cerca de um terço desses acidentes os condutores apresentavam uma taxa de alcoolemia no sangue superior à legalmente permitida e, em alguns casos, encontravam-se sob o efeito de substâncias psicotrópicas.

A Polícia faz algumas considerações, em função destes dados, verificando-se que “nos dois últimos anos, registou-se um aumento dos feridos, ligeiros e graves, e das vítimas mortais resultantes dos acidentes de viação, começando a inverter-se a tendência de descida verificada nas últimas décadas;O número elevado de despistes que provocam feridos graves e vítimas mortais;O significativo peso relativo que os motociclos apresentam nos acidentes com feridos graves e vítimas mortais;

Alertam-se todos os condutores para:

  • O respeito pelos limites de velocidade e pela adequação da velocidade ao estado da via de modo a evitarem-se despistes;
  • Não utilização de telemóveis ou outros equipamentos eletrónicos durante a condução;
  • Não conduzirem sob o efeito de álcool e estupefacientes;

Alertam-se em especial os motociclistas para uma condução responsável, que evite despistes e colisões, pois os condutores de motociclos representam uma percentagem muito significativa dos feridos graves e das vítimas mortais dos últimos anos.

Informamos ainda que, em 2020, a Polícia de Segurança Pública, na Região Autónoma da Madeira irá intensificar as suas ações de fiscalização em especial:

  • Controlo de velocidade;
  • Condução sob influência do álcool
  • Utilização de telemóveis e outros equipamentos durante a condução.