“Há 104 pessoas na Madeira que tinham direito a votar, não acho bonito o que aconteceu”, reage Rui Rio

Rui Rio e Miguel Albuquerque em “rota de colisão” nas eleições para a liderança nacional.

Fecharam as urnas para a eleição, à segunda volta, do novo líder do PSD nacional, com Rui Rio e Luís Montenegro na corrida e a Madeira sem votar depois da polémica que levou o conselho de jurisdição a não contabilizar os votos social democratas madeirenses na primeira volra. A direção nacional considera que existiam 104 militantes madeirenses dentro do regulamento e aptos para o voto, o PSD-M entendeu que eram 2500. Resultado, os votos da Madeira não contaram.

Há pouco, Rui Rio reagiu ao facto de não ter havido eleição na Madeira, nesta segunda volta, em função da decisão do PSD-M de não abrir as sedes para o ato, alegando que o conselho de jurisdição nacional não contabilizou os votos social democratas madeirenses na primeira volta e, por isso, não considerava a abertura das sedes para as eleições.

O líder nacional e candiato Rui Rio diz que “há 104 pessoas na Madeira que tinham direito a votar, não acho bonito o que aconteceu. Também muitas vezes, há boicotes em eleições nacionais e as pessoas não podem votar, mas aqui, no caso do PSD, era desnecessário”.

Recorde-se que o diferendo entre o PSD Madeira e o PSD nacional tem a ver com o regulamento social democtata nacional, aprovado em final de 2019, no qual o pagamento de quotas apenas pode ser feito por multibanco, transferência bancária, cartão de crédito, cheque ou vale postal, não contemplando o pagamento em dinheiro, como aconteceu em muitos casos na Madeira.

O entendimento da comissão política regional é o de que sempre foi esse o procedimento na Região e que o facto da decisão nacional ter sido tomada em novemnro não permitiu a regularização processual.