PSD considera taxa turística no Funchal “inadequada e inoportuna” e votou contra

Os vereadores do PSD na Câmara Municipal do Funchal estão contra a criação de uma taxa turística, como pretende a liderança de Miguel Gouveia, considerando que essa mesma taxa “é inadequada, inoportuna e reflete mais uma medida predatória do Executivo socialista sobre as empresas e famílias da cidade”.

“Considerando os desafios acrescidos que o turismo atualmente enfrenta, a introdução de uma taxa turística é prejudicial ao setor e é, claramente, mais uma medida predatória do Executivo socialista sobre as empresas e os empresários da cidade mas, também, sobre as famílias que dependem desta atividade”, afirma a vereação do social democrata que nesta quinta-feira, votou contra a aplicação da medida no Funchal.

A vereação do PSD justifica o voto alegando que a taxa não tem qualquer razoabilidade na atual conjuntura, nem tampouco justificação e não passa de “mais uma medida predatória do Executivo socialista sobre as empresas e os empresários da cidade mas, também, sobre as muitas famílias que dependem desta atividade”, conforme afirmou, no final da reunião, o vereador Social-democrata Jorge Vale.

“Enquanto que uns trabalham, de forma séria e responsável, em prol do turismo da Madeira, outros optam, de forma unilateral e leviana, por medidas que, na atual conjuntura, são inadequadas, inoportunas e, inclusive, prejudiciais à imagem do destino e desta cidade, em particular, sem que existam razões de fundo para que as mesmas avancem”, sublinhou Jorge Vale, reforçando que “esta é a típica postura deste Executivo, que primeiro anuncia e decide sozinho e, só depois, pondera e avalia se faz sentido”. É fundamental, conforme esclareceu, ouvir, em primeiro lugar, o setor e os seus principais parceiros e intervenientes, que obviamente sairão penalizados desta decisão.

O sector do turismo é essencial para a economia regional, representando cerca de 30% do PIB gerado na Região e empregando cerca de 17% da força de trabalho existente, ou seja, cerca de 20 mil famílias que têm o seu ganha-pão assegurado com esta atividade. “Isto obrigaria a outra atenção e responsabilidade por parte do Executivo camarário”, frisou.

Jorge Vale que exemplifica, em contraponto, a estratégia que outras entidades e associações empresariais ligadas ao Turismo, assim como, também, o Governo Regional, têm vindo a seguir, nesta área, compreendendo as suas dificuldades e tentando apoiar, ajudar e facilitar, de facto, a evolução positiva que é desejável, vincando, como exemplo, a duplicação das verbas que foi concretizada, pelo Executivo regional, à promoção turística do destino.