Calado exige “cobrança” de promessas a António Costa, garante coligação para quatro anos e redução gradual de impostos

Calado jornadas parlamentares do PSDO vice presidente do Governo Regional foi hoje convidado a dissertar sobre o Programa do Governo Regional no último dia de trabalhos das Jornadas Parlamentares do PSD, na Ponta do Sol, que contou com a presença de parlamentares do CDS. Um programa que Pedro Calado fez questão de dizer que é para uma Legislatura, ou seja para quatro anos.

O vice presidente deste governo de coligação considera que o programa tem “ambição e rigor” e “muito respeito e muito carinho pela população”, espelhando a preocupação pelas autonomias.

“É vital que toda a população, sobretudo as camadas mais jovens, entendam o quão importante é o respeito pela Autonomia. E esta Autonomia tem de ser respeitada, não só fora do Parlamento, mas também dentro do Parlamento, cuja atividade principal é fiscalizar a ação do governo.  E aquilo que vamos fazer é fiscalizar, nos quatro anos, aquilo que o senhor primeiro-ministro prometeu na campanha eleitoral. É algo que vamos exigir que cumpra com todas as promessas que fez ao povo da Madeira. Se não for capaz de cumprir, já a partir de janeiro, o Governo Regional, por muito bom diálogo que queira imprimir a este relacionamento, não vai deixar de exigir esse cumprimento. Vai continuar a haver predisposição para o diálogo, mas o respeito deve vir da República para a Madeiar e não só da Madeira para a República”.

Calado afirma que o programa do Governo Regional é de estabilidade governativa, que é para quatro anos e há um acordo de governação respeitando a identidade de cada um dos partidos. Em termos de governação, há um compromisso entre ambas as partes. O respeito vai existir entre PSD e CDS e quero dizer à população que estes partidos estão empenhados em lutar pelos interesses da população em todas as áreas que estão à nossa responsabilidade”.

O vice presidente do Governo focou um ponto que considerou fundamental: o rigor das Finanças Públicas. “O caminho que foi feito por todos os madeirenses, desde 2012, não pode ser deitado por água abaixo. Reduzimos a dívida pública da Região, como nenhuma outra região do País tem feito, baixámos o desemprego, estamos a captar investimento estrangeiro, vamos trabalhar de uma forma responsável para todas as áreas e municípios, mas nunca pondo em causa a sustentabilidade financeira. Vamos manter a redução fiscal, temos quatro anos para implementar essa redução, vamos fazer em sede de IRS e em sede de IRC e vamos estudar a aplicação nos impostos diretos, desde que nos assegurem a revisão da Lei de Finanças Regionais”.

Calado deixou no ar a possibilidade de haver “uma boa surpresa”, o que indicia bons indicadores financeiros, mas deixou a revelação para a discussão do Programa de Governo, no Parlamento, a 11, 12 e 13 de novembro.