OCM promete grande concerto integrado no Festival de Órgão

A Orquestra Clássica da Madeira participa este ano, no dia 26, pelas 21h30, na 10ª edição do Festival de Órgão da Madeira, com um programa único constituído por obras dos compositores franceses Berlioz e Saint-Saëns”. Serão tocados três andamentos da “Danação de Fausto”, de Berlioz, e a imponente sinfonia nº 3 com órgão, de Saint-Saëns.

Juntamente com João Vaz, organista português, director artístico do Festival de Órgão da Madeira e Laura Nunes, jovem organista que iniciou a sua formação académica da Madeira, a Orquestra Clássica da Madeira, pelas mãos do conceituado maestro Martin André, apresenta um repertório com obras de destaque da genial criação destes dois compositores, escritas na segunda metade do Séc. XIX, salienta o director artístico da OCM, Norberto Gomes.

O concerto terá lugar na Sé do Funchal, naquilo que Norberto Gomes considera “uma extraordinária oportunidade para ouvir o órgão novo desta igreja, que no final da sinfonia será “reforçado” com o órgão histórico do coro alto”. O concerto tem entrada livre.

O programa, ao detalhe, é o seguinte:

Hector Berlioz [1803-1869] – La Damnation de Faust:

Dance des sylphs

Menuet de follets

Marche Rakoczy (marche hongroise)

Camille Saint-Saëns [1835-1921] – Sinfonia n.º 3 em Dó menor, op.78, “Órgão”

A Orquestra Clássica da Madeira é reconhecida como “o Projecto” de eleição para a difusão da música erudita, quer na formação de jovens músicos e dos públicos, quer como cartaz cultural e turístico da Região.

A Orquestra, constituída por 43 músicos profissionais, é considerada uma das mais antigas do País em actividade. Teve a sua génese na Orquestra de Câmara da Madeira, fundada em 1964 pelo professor Jorge Madeira Carneiro. Em 1995, graças ao apoio decisivo do Governo Regional, passou a designar-se por Orquestra Clássica da Madeira, data a partir da qual se assiste a uma maior profissionalização.

Foi dirigida pelos maestros titulares Zoltán Santa, Roberto Pérez e Rui Massena e por maestros convidados, nomeadamente, Gunther Arglebe, Silva Pereira, Fernando Eldoro, Merete Ellegaard, Paul Andreas Mahr, Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro Cassuto, Jaap Schröder, Luiz Isquierdo, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paolo Olmi, Jean-Sébastian Béreau, Maurizio Dini Ciacci, Francesco La Vecchia, David Giménez, Martin André, Jean-Marc Burfin, Philippe Entremont, Maxime Tortelier, Rui Pinheiro, Pedro Neves, Ariel Zuchermann, Gianluca Marcianò, Ernst Schelle, entre outros. Com ela atuaram reputados solistas como Elizabete Matos, Artur Pizarro, Pedro Burmester, António Rosado, Paulo Gaio Lima, Abel Pereira, Mário Laginha e Maria João, Alexander Buzlov, Ilya Grubert, Amihai Grosz, Natalia Lomeiko, Pedro Caldeira Cabral, Arno Piters, Sofia Escobar, Emily Beynon, Vesko Eschkenazy, Roby Lakatos, Stefan Dohr, Haik Kazazyan, entre outros.

A Orquestra Clássica, que desde 2013 passou a ser gerida pela Associação Notas e Sinfonias Atlânticas, abraça um arrojado projecto artístico, proporcionando temporadas ricas em programas do período clássico, romântico e contemporâneo, integrando Ciclos de “Grandes Solistas”, “Jovens Solistas” e “Grandes Obras”.

Distinções:

  • 22.02.2018 – Voto de Louvor pela Assembleia Legislativa da Madeira
  • 01.07.2018 – Insígnia Autonómica de Distinção pelo Governo Regional
  • A partir de 16.02.2019 – Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República
  • 22.02.2019 – Placa de Distinção pelo Município do Funchal
  • 28.02.2019 – Voto de Louvor pela Câmara Municipal do Funchal
  • 10.06.2019 – Membro Honorário da Ordem do Mérito por Sua Excelência o Presidente da República

Maestro convidado, Martin André

Martin André frequentou a Yehudi Menuhin School (onde estudou piano) e estudou música na Universidade de Cambridge. Fez a sua estreia profissional dirigindo uma versão de câmara da Aida para a Ópera Nacional de Gales, onde passou várias temporadas como maestro residente. Durante este período trabalhou um vasto reportório, dando particular atenção ao séc. XIX italiano.

Entre 1993 e 1996 foi Director Musical da English Touring Opera, dirigindo óperas tanto em Londres como em digressões por todo o Reino Uno na Ópera ido. Em 1996 foi galardoado com o Arts Foundation Conducting Foundation.

Martin André é o único maestro que já dirigiu todas as grandes companhias de ópera britânicas. Desde que deixou o seu cargo na Ópera Nacional de Gales, tem-se apresentado à frente da Royal Opera House, Glyndebourne Touring Opera, Ópera da Escócia, Ópera Nacional Inglesa, Opera North e Ópera da Irlanda do Norte. Em 2000 dirigiu uma produção gravado ao vivo para a BBC de Londres de Le Nozze di Fígaro.

Actualmente divide a sua carreira profissional entre os teatros de ópera e as salas de concerto, dirigindo reputadas orquestras.

A sua carreira internacional inclui compromissos na África do Sul, Albânia, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Israel, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, República Checa e Suíça.