A nova direção clínica que passará a gerir os destinos do SESARAM, liderada pela médica Filomena Gonçalves – que regressa ao hospital – enfrenta grandes desafios, nomeadamente o de “arrumar a casa” e de credibilizar uma instituição fustigada por inúmeros problemas dada a frequente “ dança de cadeiras” ao longo desta última década, ao sabor das várias administrações que por ali têm desfilado.
Conhecida pelo seu pragmatismo e experiência, Filomena Gonçalves, um quadro ligado ao CDS-PP, é mais do que óbvio o desejo de mudar alguns rostos da confiança de gestões do passado. O FN apurou que um dos pesos pesados da instituição, a medicina interna, deixa de ser dirigida por Luz Brasão, para ser confiada a Manuela Lélis, internista da casa que terá a missão de responder aos novos desafios.
Outra mudança de vulto passa por outro sector estratégico, o da cirurgia. Carmo Caldeira, até agora adjunta da direção da urgência, passará a chefiar o serviço de cirurgia do SESARAM.
Outras mudanças se sucedem, sem divulgação formal, deixando os que saem com o típico descontentamento.
O grande desafio de quem passa a chefiar os serviços é o de conciliar as necessidades efetivas das suas áreas com os apertados limites financeiros a que estão obrigados, já para não falar da excessiva burocracia interna.
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