Filipe Sousa releva “medida social” da Câmara de Santa Cruz que torna a Justiça mais acessível aos cidadãos

Julgados de Paz Filipe SousaJulgados de Paz Filipe Sousa BFilipe Sousa é o presidente da Câmara de Santa Cruz e hoje não podia estar mais satisfeito, como fez questão de salientar na inauguração dos Julgados de Paz, que passam a funcionar na Loja do Munícipe, no Caniço. Para Filipe Sousa, esta “medida social da atual gestão camarária torna a justiça mais acessível aos cidadãos que, por razões financeiras, não conseguem, muitas vezes, aceder aos tribunais comuns”.

Satisfeito mas também irónico, com “farpas” em tempo de campanha eleitoral. Num registo irónico, o autarca disse ter a certeza de que a presente inauguração vai dar origem a mais uma queixa na CNE “por parte dos anónimos identificados que se escondem atrás dos pilares para gravarem as declarações do Presidente da Câmara”

FFilipe Sousa garantiu que vai continuar o seu trabalho por forma a responder à confiança que lhe foi dada pela população. E é em nome desta que estabelece as prioridades. Prioridades que nem sempre estão presentes nas preocupações de muitos políticos. Deu o mau exemplo das extensas listas de espera na saúde, que não são resolvidas pelo Governo Regional, e como bom exemplo o programa de apoio às pequenas cirurgias da Câmara de Santa Cruz. “Ainda na semana passada fui visitar uma senhora que esperava há sete anos por uma cirrugia que custou apenas 1500 euros à Câmara, mas que permitiu que a senhora voltasse a conseguir ver os filhos.”

Filipe Sousa agradeceu a colaboração da Câmara do Funchal na concreitzação dos Julgados de Paz e anunciou que Machico avançará já em Janeiro, usando as infraestruturas já existentes em Santa Cruz.

Na inauguração usaram ainda da palavra a juíza Daniela Cerqueira, pelo Conselho Nacional dos Julgados de Paz, e Miguel Romão da Direção Geral das Políticas de Justiça, em representação da secretária de Estado da Justiça. Este último realçou que o funcionamento dos Julgados de Paz está mais próximo daquilo que as pessoas identificam como Justiça, que não é passar para os outros a solução dos nossos problemas, mas sim participar nessa mesma solução.