Barreto recorda que o CDS impediu o PSD de construir seis torres para ampliar o Hospital e Cafôfo não assinou ação popular

CDS vindimas BO líder do CDS-PP Madeira recordou este sábado que o candidato do PS, Paulo Cafôfo, recusou-se, em 2014, a assinar uma ação popular promovida pelo CDS para travar o projecto do PSD e do Governo Regional que visava construir seis torres sobre o Ribeiro Seco para ampliar o Hospital Dr. Nélio Mendonça.

“Recordo, para avivar memórias, que em 2014 houve uma intentona do Governo do PSD de fazer uma ampliação do Hospital Dr. Nélio Mendonça, construindo seis torres, de 10 andares, sobre o Ribeiro Seco”, assinalou o candidato a presidente do Governo Regional, Rui Barreto. “Não fora a coragem do CDS e de um conjunto de pessoas que se juntaram numa ação popular, não estaríamos agora a discutir o novo hospital e teríamos uma ampliação sem qualquer nexo. Mas, nessa altura em que o CDS foi corajoso, convidou alguns socialistas incluindo o atual candidato do Partido Socialista dr. Paulo Cafôfo para subscrever a ação, mas na altura o CDS levou uma nega.”

O líder regional diz que as eleições “não devem servir para alguns encherem páginas de jornais” e virem “defender em cima da hora coisas que quando tiveram oportunidade de vincar posições, serem corajosos e terem um propósito em defesa das populações não o fizeram”.

Rui Barreto observa o estado actual da saúde e diz que neste sector o “CDS tem feito o trabalho de casa, de forma clara e consequente há oito anos”. Refere que durante muito tempo o partido “andou sozinho nesta luta”, e no total apresentou mais de 90 propostas: “O CDS tem um pensamento muito claro porque há anos que dialoga com os profissionais e conhece bem o sistema. Aquilo que nós queremos é, de forma transparente e corajosa, tornar o sistema ao serviço de todos e não apenas de alguns, acabando com esta promiscuidade entre público e privado.”

Regionais 2019

O cabeça-de-lista do CDS às eleições regionais de 22 de setembro não deixa o PSD de fora da análise que faz da saúde regional: “Já sabemos que o governo do dr. Miguel Albuquerque falhou nestes quatro anos na área da saúde. E falhou porque não cumpriu com os objectivos que traçou perante os madeirenses, que era melhorar o sistema, humanizá-lo e criar as condições que permitissem satisfazer as necessidades dos doentes. Os indicadores são sobejamente conhecidos. Há hoje uma desconfiança e maior distância no acesso à saúde. Não pode haver na Região uma saúde para ricos e outra para pobres. Compete ao governo garantir que todos têm acesso e depois cabe a cada um a liberdade de escolha. Mas o que se verifica é que, quer nas cirurgias, quer nos exames e consultas, todos os indicadores hoje são piores do que quando o governo PSD de Albuquerque tomou posse, em 2015.”