Iniciativa Liberal apresentou múltiplas propostas para o sector da Educação

A Iniciativa Liberal veio hoje apresentar uma série de propostas para a educação. Diz o partido que ambiciona que a política educativa seja uma prioridade, e que quer reformar o sistema educativo para que crianças, adolescentes e jovens sejam formados numa
cultura de exigência, de liberdade e de respeito pelo outro. “A mentalidade científica deverá ser um eixo estruturante do ensino”, defende.

A IL entende que a educação é um pilar fundamental e estratégico de todas as políticas governamentais, afastada de partidarismos e projectos de promoção pessoal, tendo como objectivo a autonomia intelectual dos educandos. Por isso, quer estabelecer um pacto de 10 anos entre os partidos no sentido de tornar este pilar inquebrável; assegurar que a escola pública é laica; colocar o enfoque do ensino no “aprender a aprender” em vez do ainda prevalente debitar de matérias.

Quer também a IL reformar profundamente a Secretaria da Educação que deverá passar a “ter uma estrutura simplificada, descentralizada, despartidarizada, altamente profissional, de modo a garantir uma maior racionalidade, operacionalidade e estabilidade às políticas educativas e aos processos de aprendizagem”. É à SRE que compete estabelecer os objectivos a atingir, determinar as linhas gerais curriculares, dar apoio à gestão dos estabelecimentos de ensino, sugerir e apoiar o desenvolvimento de
metodologias pedagógicas e fazer a avaliação global dos resultados, e bem assim dar autonomia administrativa, financeira e pedagógica às escolas, gestão profissionalizada e permitir que estas definam conteúdos programáticos, metodologias e processos pedagógicos.
Objectivo da IL é também reforçar a legitimidade democrática dos gestores de todos os órgãos de ensino, recusar a desvalorização do ensino privado estabelecendo, com ele, parcerias, não recusar modos de ensinos alternativos assumindo que são o pais os responsáveis pelas escolhas que fazem para a educação dos seus filhos, estimular o uso dos programas europeus de modo que os alunos e as escolas estabeleçam relações internacionais, ter uma profunda atenção sobre aqueles que com mais dificuldade frequentam a escola recusando o facilitismo da passagem quase que administrativa, mas reconhecendo que há ritmos diferentes de
aprendizagem, e reforçar os mecanismos de apoio aos alunos mais carenciados, modo a minorar o impacto negativo de condições socioeconómicas desfavoráveis.

A Iniciativa Liberal entende ainda por positivo proporcionar aos alunos que o queiram uma formação holística com vista a propiciar experiências e ajudar a desenvolver habilidades emocionais, mentais e motoras, possibilitar aos alunos a participação voluntária em áreas como: Artes manuais (cerâmica, design funcional, têxteis); Artes marciais (judo, tai chi chuan); Artes plásticas (colagem, desenho, escultura, fotografia, gravura, multimédia, pintura); Expressão corporal (dança, expressão dramática); Meditação; Música; Tarefas domésticas (bricolage, cozinhar, limpar, tratar da roupa); Dignificar a imagem e a actividade do professor, que tem de ser
a figura tutelar na sala de aula. Elevar as suas qualificações, a todos os níveis, e ajustar a sua merecida compensação; permitir que, curricularmente, possam existir algumas, poucas, variações, e estabelecer um currículo comum até ao 9º ano em volta de
matérias escolares de ciências, humanidades, artes, cultura e desporto.

Outros objectivos são os de associar à formação, a partir do 6.º ano de escolaridade, o conteúdo “projecto” que se definirá como um trabalho a apresentar, ao longo de um tempo mais longo, feito com apoio pedagógico dos professores das áreas envolvidas; implementar e modernizar nas escolas os laboratórios de tecnologias de informação, científicos e artísticos; reforçar o papel do psicólogo escolar: pomover testes de despiste e orientação vocacional para apoiar o aluno e encarregados de educação na tomada de decisão da carreira a seguir; e criar estratégias que visem acabar com todas as formas de bullying escolar;

Finalmente, a IA quer fazer do ensino técnico-profissional uma verdadeira alternativa com credibilidade, prestígio e competência, assente em projectos laboratoriais e de campo que envolvam o tecido social envolvente, em franca colaboração com autarquias e empresas, numa perspectiva de desenvolvimento regional; estabelecer uma forte relação entre a Secretaria da Educação, a
Universidade da Madeira e o tecido empresarial de modo que nasçam parcerias que frutifiquem e permitam o aumento da qualidade do ensino na Madeira criando programas de apoio à investigação; e assumir o compromisso estratégico de alcançar 2% do Orçamento Regional para a Investigação científica e tecnológica.