“Governo da República esquece compromissos mas não vamos desistir nem do ferry nem do subsídio de mobilidade”, garante Pedro Calado

Calado porto do funchalPedro Calado garantiu hoje, no âmbito das comemorações do Dia do porto do Funchal, que o Governo Regional “vai continuar a assegurar as condições de operacionalidade das ligações marítimas de passageiros entre a Madeira e o porto Santo e entre a Madeira e o continente português, cumprindo-se a missão dos Portos da Madeira e contribuindo para a coesão económica e social, através da promoção da continuidade territorial”.

O vice presidente lembra que se trata de “uma continuidade territorial que não é devidamente respeitada pelo Governo da República, que esquece os compromissos que assumiu, nomeadamente, no que diz respeito à ligação marítima, por ferry, entre a Madeira e o continente. Hoje, temos uma ligação entre os portos do Funchal e Portimão graças à insistência e esforço financeiro do nosso Governo Regional, enquanto o Governo da República não cumpre nem com o princípio da continuidade territorial, nem com os compromissos que assumiu perante a nossa população”.

Calado diz que “o que se passa na Madeira é, precisamente, o contrário do que acontece, por exemplo, nas ilhas Canárias, onde o Estado suporta um diferencial de custos e assegura, dessa forma, a continuidade territorial. Como aliás deveria também acontecer o mesmo com as regiões autónomas portuguesas. Nós não vamos desistir das nossas aspirações. E vamos continuar a lutar, sempre num espírito de abertura e diálogo, até que as aspirações dos madeirenses e porto-santenses sejam asseguradas, quer nas ligações marítimas, por ferry, com o continente, quer em matéria de revisão do subsídio social de mobilidade”.

A nossa missão, diz o vice do Governo, “é a de servir o melhor que podemos e sabemos, sem confundir o discurso político com a atividade executiva e institucional dos governos. Cada um tem o seu papel, o seu lugar e o seu palco. E os madeirenses têm consciência disso. Para qualquer região insular, as acessibilidades marítimas e aéreas são duas das principais peças para um ecossistema favorável ao desenvolvimento económico, mas também social e cultural. Essas têm sido, como se comprova, áreas que o Governo Regional, em boa hora, apostou, concretizou e melhorou substancialmente. Quer com o novo aeroporto, quer com os melhoramentos que temos vindo e que vamos continuar a fazer nos Portos da Madeira”.