Rui Barreto diz que o CDS tem duas medidas de habitação para responder às 3.700 famílias inscritas na IHM

CDS Rui Barreto 16 de julhoO programa de governo que o CDS irá apresentar ao eleitorado da Madeira e Porto Santo contempla duas medidas para responder às 3.700 famílias que se encontram inscritas no Instituto de Habitação da Madeira à espera de casa, garantiu o líder do CDS Madeira. Uma dessas medidas é incentivar a que os senhorios que tenham habitações as possam disponibilizar no mercado a rendas acessíveis. A segunda é converter edifícios públicos desaproveitados em habitação.

Rui Barreto subiu ao Pico dos Barcelos, esta terça-feira, para dizer que o partido que lidera tem soluções para as carências de habitação que afectam sobretudo os casais jovens. “Temos um programa para a área da habitação, que para nós é uma prioridade, com dois tipos de soluções”, explicou o líder da oposição regional. “Incentivando, em primeiro lugar, a que os senhorios que tenham habitações as possam disponibilizar no mercado a rendas acessíveis, ou seja, com uma redução de pelo menos 20% do valor do mercado, beneficiando com isso de reduções no IRC e IRS, adaptando à Região o programa nacional ‘renda acessível’, conjugando com isto a possibilidade de os municípios puderem isentar, parcialmente ou totalmente, o pagamento de IMI. Esta seria uma forma de incentivar o arrendamento privado.”

A segunda solução: “O sector público pode e deve fazer mais”, explana Rui Barreto. “Existem muitos edifícios públicos subaproveitados que o governo pode converte-los em habitação e colocá-los no mercado a preços baratos. Com a conjugação destas duas medias, estimamos que possamos reduzir cerca de 1.000 pessoas em cada ano de uma legislatura (um total de 4 anos) das que estão em lista se espera.”

A habitação é uma das principais preocupações das populações e é consciente da falta de respostas oficiais que Rui Barreto coloca o problema como um dos prioritários no programa de governo que irá submeter a sufrágio a 22 de setembro. “Temos um problema de procura maior do que a oferta”, constata. “O alojamento local, que é uma área de negócio privado, está a reduzir o número de habitações no mercado. Entendemos que a conjugação das duas medias, ou seja, do lado do Estado a reconversão do edificado público em habitações de renda acessível e, do lado do privado, a estimulação dos senhorios, através da redução do IRC e IRS e isenção do IMI por parte das autarquias, garantindo, no mínimo, uma descida de 20% no valor da renda.”