I Encontro Nacional de Teatro do Clube PT a 19 e a 20 de Julho

Realiza-se no próximo dia 19 de Julho, pelas 21 horas, no Centro Cultural John Dos Passos, o I Encontro Nacional de Teatro do Clube PT, com o Grupo de Teatro do Clube PT- Lisboa a apresentar a peça “Vidas Privadas”  de Noel Coward. No dia 20 de Julho (sábado), pelas 21h00, será a vez da Oficina de Teatro do Clube PT-Madeira apresentar a comédia  “Rometa e Julieu” a partir de William Shakespeare na Casa da Cultura de Câmara de Lobos. Ambos os espectáculos têm entrada livre, refere a organização.

A história da peça “Vidas Privadas” com encenação a cargo de Hugo Sovelas, conta-nos que após um breve noivado, Elyot e Sibyl chegam ao quarto do hotel para dar início a uma vida em comum. Ela questiona o marido sobre o seu anterior casamento. Ele vai respondendo contrariado.

No quarto ao lado, Amanda e Victor comemoram também a lua de mel. Curioso com a anterior experiência matrimonial da sua esposa, ele vai-lhe fazendo perguntas. Ela irritada responde, mas acha despropositado.

Cinco anos depois do divórcio, Amanda e Elyot reencontram-se nas varandas dos quartos de hotel. E se a paixão não se desvaneceu? E se fugirem para Paris? E se Sibyl e Victor forem atrás deles?

“Vidas Privadas” é uma comédia de humor sofisticado que revela quatro amantes à beira de um colapso de nervos, refere uma nota de imprensa.

Já a proposta teatral da Oficina de Teatro do Clube PT-Madeira, “Rometa e Julieu” com direcção artística sob a responsabilidade de Zé Abreu, é uma história do século XVI, “que se mantém actual e actuante, pois é uma das mais belas e trágicas histórias de amor de todos os tempos. Embora na versão levada agora ao palco pelo elenco de “Rometa e Julieu”, os protagonistas, que encontram-se envolvidos numa história de amor sincero, lutam contra todas as adversidades, quebram barreiras, resistem a todos os males e recorrem até ao exílio para viverem em harmonia. Nesta adaptação teatral, a peça só podia ter um final da história feliz. E assim acontece com o regresso dos amantes, tempos depois, mas já com um filho nos braços, para agrado das duas famílias, outrora oponentes”.

“Quis o destino que Julieu, filho único da família Montecchio, e Rometa, filha única da família Capuleto, se conhecessem durante um baile de máscaras e se apaixonassem perdidamente. Juntos, vivem um amor proibido, enfrentando os problemas que essa união traz, condenado por ambas as famílias. Assim, adaptámos esta história de dois jovens amantes, de famílias com rivalidade histórica, que se apaixonam e conseguem um final feliz, em vez de trágico como acontece no original”, refere Zé Abreu.

“A história original desta peça é suficientemente conhecida pelo público, no entanto, na proposta teatral de “Rometa e Julieu”, procurámos puxar a obra para o nosso tempo, dando-lhe um cariz de comédia e evitamos, claramente, o suicídio das personagens centrais como único desfecho possível da história. Neste espectáculo, imaginamos um futuro feliz para o casal enamorado e respectivamente, para a reconciliação das duas famílias”, refere.