
O Estado já gastou cerca de 200 milhões de euros com o subsídio de mobilidade entre o continente e as Regiões Autónomas, nos últimos quatro anos (2015-2018). Os números foram revelados pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, no Parlamento, como refere o DN Lisboa. Comparando com 2015, registando-se então a despesa de 17 milhões, o subsídio passou para 46 milhões em 2016, 59,8 milhões em 2017, 75 milhões em 2018, prevendo-se uma estimativa de 70 milhões para este ano de 2019.
Pedro Nuno Santos revelou que este aumento não teve a ver exclusivamente com o aumento de passageiros, que subiu apenas 12,5%. Teve a ver, também, com eventuais situações de fraude, com facturas falsas, situação que já está a ser alvo de investigação.
Recorde-se que o Governo Regional tem vindo a reivindicar a revisão do modelo de mobilidade, tendo como objetivo que o madeirense pague apenas o valor que lhe cabe neste processo, 86 euros para residente e 65 euros para estudante. Essa alteração tem vindo a ser adiada e o Governo de Albuquerque responsabiliza Lisboa pelo impasse, atendendo a que o contrato previa a revisão do modelo depois de uma primeira fase de avaliação, que não veio a acontecer.
Recentemente, o PS anunciou o voto a favor, na Assembleia da República, da proposta emanada da Assembleia Regional, onde é apontado precisamente o pagamento de 86 euros por parte do residente e 65 euros por estudantes, sem que haja lugar, como agora acontece, ao pagamento integral do valor das viagens, o que obriga a suportar elevadas quantias e aguardar o respetivo reembolso.
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