MPT descontente com a atenção que a comunicação social dá a Paulo Cafôfo

O Movimento Partido da Terra (MPT) tornou público que não considera justo, adequado ou de acordo com as regras mais básicas da democracia que o candidato do PS-M, Paulo Cafôfo, tenha um tratamento distinto de todos os outros candidatos às eleições regionais.

“De resto, Paulo Cafôfo não é membro de nenhum partido e neste momento nem é deputado a nenhuma das Assembleias do país, e até já se demitiu de Presidente da CMF, pelo que só pode ter visibilidade na televisão pública se o PS-M ceder o seu espaço. Esta é aliás a regra que a actual direcção do centro regional da RTP nos transmite, pelo que, de acordo com a nossa análise, as mesmas não são cumpridas para a individualidade em causa, aparecendo (quase) todos os dias e com destaque superior aos restantes no telejornal regional”, queixa-se o partido dirigido na Madeira por Roberto Vieira.

Esta estrutura partidária afirma que o “desconforto entre todos os partidos é grande porque a cobertura diária à pré-campanha de Paulo Cafôfo, contrasta com o esquecimento de outros candidatos também já anunciados”. E afirma que o problema não é exclusivo da RTP, pois “outros órgãos de comunicação social escrita têm seguido a mesma bitola sem qualquer racional compreensível”.

“Em boa verdade é bastante discutível que exista uma certa comunicação social escrita que insista em comercializar noticias, páginas e manchetes de conteúdo editorial muito duvidoso, acompanhadas de anúncios chorudos pagos seja pela autarquia (onde era Presidente) seja pelo PS-M (pensamos nós, apesar da dimensão significativa dos montantes.  Consideramos que este caminho viola direitos essenciais e ignora a necessidade de tratar todos os candidatos da mesma forma. Repetimos, o candidato do PS-M não tem nenhum estatuto que justifique tamanha cobertura seja na RTP seja noutros órgãos de comunicação bem identificados”, fulmina o MPT, que apela à CNE e à ERC para que tomem medidas concretas e imediatas.