Filipe Rebelo defende alteração do modelo de mobilidade

pdr filipe rebelo“Um dos graves problemas da Região Autónoma da Madeira é o custo dos transportes aéreos, entre a ilha e o continente europeu. O atual modelo de mobilidade, que vigora desde 2015, necessita de ser revisto e alterado. O Subsídio Social de Mobilidade (SSM), com que o Estado comparticipa as viagens aéreas entre as regiões autónomas e o continente prejudica os Madeirenses que têm que adiantar elevados valores do preço da sua passagem, para só receber este subsídio após a realização da mesma e perante um processo burocrático que não é simples e no qual algumas companhias por vezes complicam.”

Esta posição foi hoje assumida pelo líder do PDR Madeira, Filipe Rebelo, numa ação de campanha para o Parlamento Europeu. O candidato diz que “sabemos que a liberalização do mercado estabelece o preço entre a procura e oferta, e assim deveria de acontecer no preço dos transportes aéreos entre continente e ilhas, mas tal não acontece por que as companhias aéreas não funcionam em processo de concorrência, mas sim numa espécie de oligopólio, em que os preços parecem ser concertados. Só desta forma se explica o fato de quando uma companhia pratica um preço uma outra pratica preço mais ou menos semelhante”.

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Acrescente que “aa TAP, companhia que deveria marcar a diferença pela positiva, têm tido uma estratégia comercial completamente insensível para com a Madeira, usando mesmo as regiões autónomas como forma de obter um subvenção indireta do estado português. Não se entende a variação de preços que a TAP pratica para com a RAM sendo que em certas alturas os valores chegam a ser superiores a destinos entre Lisboa e Nova Iorque, ou mesmo Dubai, onde as distâncias são muito superiores”.

“Defendemos que o Governo Regional deveria criar condições para a entrada de uma terceira companhia área na ligação regular Madeira – continente, de modo a alargar a concorrência e acabar com esta cartelização ou oligopólio existente neste mercado. Recordamos que a União Europeia têm políticas que condenam este tipo de práticas de monopólio e de oligopólio”, aponta Filipe Rebelo.