Filipe Rebelo satisfeito com descida do desemprego mas diz que a Madeira tem precariedade no trabalho

PDR Machico 15 de maio 2019Filipe Rebelo, o candidato do PDR às eleições europeias de 26 de maio, esteve em Machico para uma ação de campanha e congratulou-se com os números que dão conta da descida do desemprego na Madeira, sendo que este tema “é um dos pontos que o Partido Democrático Republicano defende, com promoção de políticas de emprego e a erradicação da precariedade laboral”, referiu.

O candidato diz, no entanto, que “o mercado do trabalho regional e nacional ainda revela muitas fragilidades. Portugal tem a terceira maior taxa de precariedade na União Europeia, a seguir a Espanha e Polónia – mais de 21%. O valor registado em 2017, 21,4%, é muito superior à média da União Europeia, 13,4%, e da zona euro, 14,9%. Apenas em Espanha e na Polónia o gabinete de estatística da União Europeia regista valores superiores: ambos com uma taxa de cerca de 26%””.

Invoca declarações de Marianne Thyssen, a comissária europeia do Emprego e Assuntos Sociais que disse, numa conferência, em Lisboa, que os empregos precários não podem constituir uma situação de normalidade e defendeu medidas para diminuir a desigualdade e precariedade do mercado de trabalho, repudiando certas políticas de emprego públicas e privadas em que os trabalhadores passam de contrato a termo para contrato a termo, sem terem uma situação estável. A Comissária defendeu incentivos para empresas que contratam trabalhadores sem termo.

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“Na nossa opinião, a Região Autónoma da Madeira, mantêm uma elevada desigualdade e precariedade no trabalho. Muitos destes trabalhadores precários encontram-se na administração pública sendo o próprio Estado a dar o mau exemplo aos privados. Há pessoas com trabalhos precários, com salários muito baixos e contratos sem número de horas nem horários fixos, e o mais irónico, é que existem programas de emprego que promovem este tipo de práticas”.

Filipe Rebelo diz ainda que “Infelizmente os nossos governantes não têm esta sensibilidade, para o quanto frustrante é para um trabalhador estar numa situação precária. Esta insensibilidade foi evidenciada nas palavras de um deputado do PSD-M que quando confrontado, num programa televisivo, sobre a situação dos médicos anestesistas, do Sesaram, estarem com 5 meses de ordenados em atraso, respondeu: “estão a trabalhar, é o que interessa”.

Ao longo dos últimos 15 anos, o número de trabalhadores com contratos precários, de trabalho a termo e a tempo parcial aumentou na União Europeia, como resultado da implementação de políticas de austeridade e de restrições aos direitos laborais, provocando o aumento da precariedade e da instabilidade laboral”.