Navios de maior tonelagem obrigam Porto do Funchal a substituir os 36 cabeços de amarração, obras no terreno durante o primeiro semestre

Porto cruzeiros 6 de maio
A existência de navios de cruzeiros cada vez com maior tonelagem obriga o Porto do Funchal a reforçar os cabeços por forma a acompanhar as condições exigíveis neste mercado importante para o turismo da Região.
AIDA porto cabeço destruido
Em janeiro deste ano o FN dava conta de um incidente ocorrido com o AIDAnova, no último dia do ano passado, que destruíu um dos cabeços. Foto Rui Marote

A Administração de Portos da Madeira, APRAM, prevê que as obras de substituição dos 36 cabeços de amarração do Porto do Funchal, nos cais 2 e 3, estarão no terreno ainda durante este primeiro semestre de 2019, sendo que o objetivo é substituir por outros de 150 toneladas de capacidade. O processo está em fase de adjudicação. A intervenção vai custar 890 mil euros.

Segundo é possível apurar na informação publicada no site da APRAM, “o projeto insere-se no Plano Estratégico do Governo Regional, para garantir a competitividade deste porto atlântico, numa altura em que cada vez mais se aposta em navios de maior tonelagem e em que a indústria de cruzeiros está em clara expansão”.

A título de exemplo dessa mesma expansão, a APRAM remete para registos  da Associação das Companhias de Cruzeiro, CLIA. apontando que só este ano, ficarão prontos e entregues 24 novos navios.

A intervenção no Porto do Funchal vai desenvolver-se em três anos, 2019, 2020 e 2021, um faseamento que visa garantir a operacionalidade permanente do porto.

A decisão de substituir os cabeços por outros de maior capacidade, implicou estudar previamente a estrutura da pontinha, por questões de segurança. O projeto de execução foi elaborado pela WW, Consultores de Hidráulica e Obras Marítimas, S.A.

A mesma nota dá conta que “foi realizada uma campanha de prospeção, feita pela ETERMAR, Engenharia & Construções, S.A., composta por quatro sondagens geológicas, acompanhadas de ensaios SPT (Standard Penetration Test), a fim de determinar a profundidade atingida pelo enrocamento de fundação, bem como a resistência da areia subjacente. A recolha de dados permitiu concluir que a estrutura do cais é estável, não havendo necessidade de mexer na fundação, mas apenas reforçar a superestrutura”.

Recorde-se que em janeiro, o Funchal Notícias divulgou uma informação dando conta que o navio de cruzeiros AIDAnova, lançado ao mar em agosto de 2018 e que estreou na Madeira com chegada a 23 de dezembro e saída a 24, tinha arrancado um dos cabeços do porto do Funchal na sua segunda passagem pela Madeira, na noite de final de ano, no momento em que operava a acostagem naquela infraestrutura portuária.

Segundo o Funchal Notícias conseguiu apurar na altura, a dimensão deste navio colocava algumas condicionantes à estrutura do porto, facto que, como nos adiantaram, ainda mais justifica as obras que agora são anunciadas como prontas para avançar durante este primeiro semestre de 2019.

 


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