Escultor Luís Paixão prepara o maior baixo-relevo da Madeira a pedido da Câmara de Machico e em homenagem aos descobrimentos

Ricardo Franco quer assinalar também o Dia da Freguesia de Machico com a nova peça escultórica de Luís Paixão. Foto Aquivo FN/ Rui Marote.

A Câmara Municipal de Machico quer assinalar a comemoração dos 600 anos do descobrimento da Madeira de uma forma culturalmente marcante. Por isso, prepara-se para apresentar ao público o maior baixo-relevo concebido nesta Região alusivo à efeméride, a 2 de julho próximo.

Segundo o FN apurou junto do presidente da CMM, trata-se de uma iniciativa da autarquia que representa uma aposta fortíssima na cultura. “A população de Machico orgulha-se da sua terra e das suas raízes históricas. Como tal, justifica-se que comemore os 600 anos da descoberta da Madeira e do papel preponderante de Machico nesta odisseia com uma obra marcante, em memória do passado e como um marco para as novas gerações”.

O artista Luís Paixão, numa foto de arquivo do FN, quando elaborava, o monumento de homenagem aos Combatente do Concelho do Porto Moniz, em 2017. Neste momento, prepara outra obra de vulto. Foto FN/Rui Marote.

A peça escultórica está a ser executada pelo talentoso escultor Luís Paixão, um artista natural de Machico, com várias obras produzidas quer na Madeira quer no Continente. A obra é, segundo Ricardo Franco, o maior baixo-relevo da Madeira, com 6 metros de largo e 2,60 de altura e será colocada junto à Câmara Municipal de Machico, num espaço ajardinado, mais precisamente nas imediações da moradia do General António Teixeira de Aguiar, também presidente da CMM.

Ricardo Franco não adianta muitos pormenores do trabalho que está a ser concebido pelo artista Luís Paixão, mas revela que o tema dominante é os 600 anos da descoberta da ilha, com toda uma diversidade de elementos marítimos alusivos à gesta dos descobrimentos e à própria baía de Machico e ao seu papel nesta gesta.

A peça escultórica está a ser executada primeiro em barro, depois em gesso e será depois apresentada ao público em bronze como um marco na vida cultural de Machico.

Mais de 40 mil euros é quanto está orçamentado pela CMM esta peça escultórica, desde a conceção à estrutura de suporte e arranjo urbanístico de uma obra que reflete o desembarque dos navegadores e uma panóplia de elementos associados à navegação.

A apresentação ao público está agendada para o dia 2 de julho, data alusiva ao Dia da Freguesia de Machico. Uma celebração que está a ser preparada com grande entusiasmo pela autarquia.


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