Grupo Sousa investe 40 mil euros na “sala do futuro” do “Liceu” através de protocolo hoje assinado

A Escola Secundária Jaime Moniz assinou hoje um Protocolo de Cooperação com o Grupo Sousa, formalizando assim uma parceria estratégica no domínio das novas tecnologias. O centenário “Liceu” abre-se assim à inovação tecnológica, através da preparação de uma “sala do futuro” ou de ambientes inovadores de aprendizagens que será designada “Luís Miguel Sousa Classroom”, financiada pelo Grupo Sousa, num total de 40 mil euros.

A sessão de assinatura do Protocolo, para além do Conselho Executivo, contou com a presença do presidente do conselho de administração do GS, Luís Miguel de Sousa, e do secretário Regional da Educação, Jorge Carvalho, assim como dos estudantes que serão os grandes utilizadores da sala da alta tecnologia escolar.

Na sua intervenção, a presidente do Conselho Executivo lembrou o percurso histórico do “Liceu”, salientando a missão de formar os alunos para a definição dos seus projetos de vida e, consequentemente, preparando-os para enfrentar os grandes desafios da sociedade.

Assim, defendeu Ana Isabel Freitas, “se o mundo muda, é preciso acompanhar essa mudança”. Por isso, a sala de aula terá de se assumir como um espaço criativo, de partilha e de inovação. Urge, pois, desconstruir as salas  tradicionais, aliando o incontornável papel da tecnologia à pedagogia. Este objetivo não teria sido alcançado sem a parceria estratégica com o GS. Para além de agradecer a colaboração, Ana Isabel Freitas garantiu que a ESJM fica vinculada a continuar o diálogo com o GS para enfrentar os desafios do futuro.

Elsa Fernandes,  investigadora na Universidade da Madeira, traçou o modelo dos ambientes inovadores de aprendizagens, com um fortíssimo suporte técnico. Mas, alertou, o espaço modernizado não faz tudo. É preciso mudar métodos e práticas, trazendo a tecnologia para a sala de aula. Esta mudança não se faz por decreto mas com abertura das mentalidades das comunidades educativas.

Por seu turno, o presidente do conselho de administração do GS, também antigo aluno da ESJM,  congratulou a instituição pela iniciativa. Luís Miguel de Sousa explicou que esta parceria assenta no âmbito da responsabilidade social, um dos vetores de eleição do GS.

Num mundo em mudança, é importante a aposta na tecnologia no espaço escolar e é essencial aferir o impacto que esta aposta terá na vida dos estudantes e professores, defendeu o CEO do GS.

O Secretário Regional da Educação congratulou também o “Liceu” pelo facto de posicionar a Escola ao ritmo da sociedade e dos seus grandes desafios. Assim se cumpre, segundo Jorge Carvalho, duas das três ideias do lema da instituição, tradição e inovação.

Recordando que, em 2028, os atuais estudantes de 10.º ano já estarão no mercado de trabalho, Jorge Carvalho elucidou-os para uma realidade completamente distinta que urge preparar na escola. Os jovens já trazem competências para a escola, nomeadamente a da tecnologia e, por isso, a escola não pode ser tão diferente da realidade dos alunos.

Jorge Carvalho recordou também que a Escola Básica e Secundária Dr Brazão de Castro já possui uma sala de ambientes inovadores de aprendizagens, embora seja um espaço que tem sido mais utilizado para a formação de professores. Outras salas serão equipadas com a tecnologia que é familiar dos alunos.  Jorge Carvalho fez votos para que “este espaço que a ESJM está a criar seja o detonador de novos processos de aprendizagens em contexto escolar”, sem dar importância aos “velhos de restelo” que continuam a resistir aos processos de mudança e que, por eles, a Madeira jamais assinalaria os 600 anos da sua existência.