Estepilha: SESARAM “manda para canto” a comissão de inquérito

O Estepilha anda intrigado com esta questão da unidade de Medicina Nuclear. Nem dá para dormir descansado. Não deve ser caso único, deve andar muita gente assim, mas por diferentes razões. O Estepilha não dorme mas é com dúvidas. Então a comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade, importante para esclarecer se o serviço funcionava bem ou mal, para esclarecer isto tudo de uma vez por todas, para tranquilizar os utentes, ainda ia no segundo dia de audições e já tinha o SESARAM “à perna”, anulando exames, mudando fechaduras e dispensando o médico, “mandando para canto”, para usar uma expressão futebolística, todo o trabalho que os deputados possam estar a fazer e vir a fazer, perdendo tempo na Assembleia para chegar a uma conclusão tão simples que o Serviço Regional de Saúde chegou num “abrir e fechar de olhos”, ou seja, o serviço funciona mal, muda-se o médico, muda-se a chave e pronto? Simples, para quê mais trabalho. Se os deputados querem entender a mensagem direito, fecham a comissão já, nem precisam mudar fechaduras. Isto é o Estepilha a pensar no meio de tanta conversa. E a concluir que talvez nestes momentos, a serenidade de quem tem responsabilidades pudesse ser mais aconselhável. A “quente” é sempre mais complicado.

Já agora, convém deixar todas as dúvidas em cima da mesa, sem conclusões sobre quem tem ou não razão. É para isso que se fez a comissão de inquérito, que até pode concluir por um sentido diferente do SESARAM. É difícil, mas pode. Se é melhor ir a Lisboa fazer exames que na Madeira faz-se uma ou duas vezes por ano, devido à experiência dos médicos, que lá fazem exames em maior número, então talvez seja preciso mudar mais fechaduras e dispensar mais médicos na Região. E não é fazendo insinuações de demência que se chega à credibilidade. Não é “chamando nomes”, como diz o povo, e bem. O mesmo povo que dá sempre bons conselhos: quem tem telhados de vidro não atira pedras à casa do vizinho…