Governos das ilhas querem plano estratégico específico para defesa da agricultura ultraperiférica

Madeira, Açores e Canárias unidos na defesa da PAC. Foto DR

O secretário regional de Agricultura e Pescas, esteve hoje reunido em Lisboa com os governos dos Açores e Canárias onde debateu o futuro da Política Agrícola Comum pós 2020.

Segundo fez saber Humberto Vasconcelos, da reunião conjunta resultou uma posição comum que pretende olhar para os desafios futuros da Agricultura tendo em conta as especificidades das ultraperiferias. “A reforma da PAC tem merecido a atenção especial dos governos das ultraperiferias. Neste encontro quisemos mostrar a importância na manutenção da dotação financeira apesar de acharmos que será insuficiente tendo em conta as necessidades futuras e atuais”, disse o governante.

Na reunião que juntou o secretário Regional da Agricultura e Florestas dos Açores, João Ponte e o Vice Conselheiro do Setor Primário do Governo das Canárias, Abel Morales ficou assente a criação de uma declaração conjunta tendo em conta os desafios do sector primário para o futuro.

“Com ajuda dos fundos comunitários a agricultura vive hoje um momento de pujança em vários territórios, mas não nos podemos esquecer que estamos condicionados pela orografia e um possível corte de fundos ao nível do POSEI poderia pôr em causa vários projetos que ainda carecem de alguma sustentabilidade. O POSEI na Região tem sido determinante não só na ajuda à produção, mas na ajuda de sobrecustos da nossa agricultura”, disse Humberto Vasconcelos.

É tendo em conta as especificidades das regiões ultraperiféricas que será defendido pelos governos insulares a possibilidade de terem planos estratégicos da Política Agrícola diferenciados dos nacionais permitindo assim programas de desenvolvimento específicos para as regiões, contemplando um conjunto de medidas que vão ao encontro das reais necessidades das mesmas e das suas especificidades. Ou seja, cada região ultraperiférica teria o seu plano estratégico de política agrícola específico.

A existência de um período de transição entre quadros comunitários foi outro dos temas em debate sendo da concordância de todos que as regras de transição deverão ser idênticas às verificadas no atual período de programação (2014-2020).