Madeira, Carnaval 2019

Parabéns, Madeira! Este Carnaval de 2019, ao que tive ocasião de  acompanhar este ano, encheu-me de vaidade, pois teve um nível de um grande Carnaval como lá fora: guarda roupa excelente, com muito bom gosto, marcação dos grupos das e dos participantes no desfile, óptimo, jovens – raparigas e rapazes alegres e espalhando a alegria durante todo o desfile, cerca de duas horas  meia, sem cansar. Enfim, um espectáculo, digamos: perfeito.
E se se pensar na dedicação e empenho de um ano inteiro de preparação, para obter este resultado final, ainda tem mais valor.
Realmente, posso considerar-me uma privilegiada, pois este ano houve duas novas trupes e o êxito deveu-se também ao ar festivo e gentes de fora e de cá, bom tempo e um ambiente de alegria que andava no ar.
As trupes distinguiam-se pelos nomes, pelo colorido variegado e a entrega total dos seus participantes. Lindo de morrer, diria uma minha amiga!
Segundo foi dito, a trupe mais antiga  foi: “Seis séculos de folia brilhante”- 40 anos de folia CANECA FURADA , seguida de “Folia no
paraíso” da Associação Geringonça,  ” Vem da alma”, da Associação Fura Samba, “Os Cariocas rendidos à folia”, da Escola de Samba-Os Cariocas,” Divitia”, da Associação Animad, “Vamos ao baile”, da Turma do funil, “O Carnaval  é nosso” , da Associação Cultural Império da Ilha,” O baile ” da Fitness Team, “Madeira em festa”, da Sorrisos da Fantasia, “Maravilhas do mar, esplendor de uma noite de folia”, da Associação Enredos, “Madeira avant-garde”, Rotiça, “Bollywood versus Hollywood “da Dance Flavour” by Francisco Cardoso e “A Lenda de Machim, uma história de amor”, de Sweet Dancers.
Nos meus tempos de criança, ao Carnaval chamava-se Entrudo e nos campos os foliões disfarçavam-se com roupas antigas, fora de moda; eram três dias de grande folia, desde sábado até terça -feira e comiam.sese malassadas e sonhos com mel de cana. É, ainda  hoje, uma tradição que continua e quem quer pode comprar essas delícias até nas confeitarias.
Não posso terminar sem referir o nome valoroso de João Carlos Abreu, homenageado muito justamente na nossa cidade, há poucos dias, a quem todos devemos o seu esforço, trabalho e dedicação em prol do desenvolvimento turístico, cultural e social do arquipélago. Foram 25 anos de “luta”, por cá e lá fora, e o seu nome irá sempre estar ligado ao seu engenho e amor à terra em que nasceu. Obrigada também ao Rotary Club de Machico/ Santa Cruz, pela iniciativa de mais esta  homenagem ao grande Homem  que é o meu estimado amigo João Carlos Abreu. Que possamos continuar a acompanhá-lo na sua criatividade por muito tempo e muita saúde.