A conhecida artista plástica madeirense Lourdes Castro tem presentemente um exposição dedicada aos seus trabalhos, em França, intitulada “Loudes Castro: Ombres & Compagnie” (Sombras e Companhia), no Museu Regional de Arte Contemporânea da Ocitânia, em Sérignan, na região dos Pirenéus – Mediterrâneo. Inaugurada a 17 de Fevereiro, a mostra pode ser vista até Junho do corrente ano, e é comissariada por Anne Bonin.
Conforme sublinha o catálogo da mostra, esta primeira exposição monográfica de Lourdes Castro, nascida na Madeira em 1930, em França assume-se como um acontecimento, que permite ao público francês contemporâneo descobrir uma das grandes figuras da arte portuguesa contemporânea, que, infelizmente, continua grandemente desconhecida fora de Portugal.
A mostra propõe-se traçar o percurso singular desta criadora, desde o fim dos anos 50 até 1990, “uma artista mulher que participa plenamente do espírito do tempo, efervescente e cosmopolita”, dando também a conhecer as a suas relações com movimentos e artistas “avant-garde”. O título “Sombras e Companhia” foi escolhido precisamente pela artista, um sinal malicioso que sugere, sem as enumerar, as diferentes formas da sua prática, nomeadamente objectos, sombras, contornos, teatro, livros. O tema da sombra, sobretudo, marcou a pesquisa artística e o percurso de Lourdes Castro ao longo da sua vida.
Lourdes Castro estudou Belas Artes em Lisboa nos anos 50. Já para o final da década, com o seu marido René Bertholo, instalou-se em Paris onde residiu 25 anos. Com os artistas portugueses Costa Pinheiro, Escada, Gonçalo Duarte e João Vieira fundam, em 1958, a revista internacional KWY, à qual se juntam também os artistas Christo e Jan Voss. Doze números desta publicação sairiam até 1964, com colaborações importantes de poetas e artistas inovadores.
Residente na Madeira desde os anos 1980, Lourdes Castro colaborou com o seu posterior companheiro, Manuel Zimbro, na concretização de interessantes exposições, por exemplo na galeria funchalense “Porta 33”, ao mesmo tempo que o seu próprio trabalho ia sendo sempre motivo de interesse e da realização de exposições, inclusive uma retrospectiva importante no Museu de Serralves. Na ilha, leva todavia uma existência muito discreta.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






