
Na Madeira, o protesto acontece junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça. À mesma hora das iniciativas idênticas em todo o País, às 19.30 horas. São chamadas “Vigílias pela Enfermagem” e visam uma reação generalizada da classe pela “ausência de uma carreira digna que nos permita sermos valorizados como profissionais de saúde através da progressão”.
O “eterno” protelar das negociações de uma carreira de Enfermagem entre o governo e os sindicatos de Enfermagem; Carência de profissionais de Enfermagem nos serviços do SNS que “obriga” os Enfermeiros a trabalhar em condições bem abaixo das dotações seguras, acarretando riscos até para os utentes; Descongelamento real das carreiras independentemente do vinculo contratual e sem apagão de anos de serviço; Outras carreiras de saúde com o mesmo peso curricular (240ECTs) auferem 1600 euros no primeiro escalão e os enfermeiros não” São estes os argumentos para a vigília desta noite.
Numa nota sobre a iniciativa, os enfermeiros concluem que estão “pior, como classe profissional agora (apesar de o governo afirmar perante a opinião pública que já cedeu em grande medida), do que em 2003. Nessa altura tínhamos uma carreira especial com 5 categorias, incluindo a de especialista (cujo reconhecimento atual o governo afirma ser a sua maior cedência!!!) com melhores índices remuneratórios e com progressões na carreira reais e aplicadas a todos os enfermeiros, ao contrário do que se passa com os descongelamentos atuais como já abordamos”.
Pretendem os enfermeiros demonstrar ainda o “apoio e solidariedade para com o Enf Carlos Ramalho que se submeteu auma Greve de Fome com o objetivo de reatar as negociações com o governo”.
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