Grupo dos Hospitais CUF confirma “corte” com ADSE a partir de 12 de abril

Era uma decisão praticamente assente mas agora foi confirmada: o grupo Mello, que detém os hospitais da CUF,vai cortar com o subsistema de Saúde ADSE, que envolve os funcionários públicos. Já a partir de 12 de abril. “É insustentável”, disse o proprietário à TSF

O pedido de devolução de 38 milhões de euros, em dezembro de 2018, por um princípio de que o ADSE pode “pedir a devolução de verbas aos prestadores privados sempre que outro prestador pratique um preço mais baixo pelo mesmo ato médico”, além dos prazos de pagamento não estarem a ser cumpridos, o Estado está obrigado a pagar a 120 dias mas o prazo médio de pagamento às unidades da CUF situa-se nos 283 dias, são as razões invocadas pelo Grupo Mello para este “divórcio” com ADSE.

Recorde-se que outro grupo privado, Luz Saúde, proprietário do Hospital da Luz, que na Madeira tem a antiga Clínica de Santa Catarina e a Policlínica do Caniço, também já veio a público dar conta da intenção de “romper” com o subsistema de Saúde ADSE, pelos mesmos motivos, constituindo, por isso, um dos problemas para os funcionários públicos sempre que recorrerem a estas unidades de saúde. Sem acordo, terão que pagar por inteiro e aguardar o reembolso, que por sua vez, está a demorar muito tempo, em alguns casos mais de seis meses.