PSD-Madeira faz encontros com o povo, secretários vão andar pelas freguesias e há protestos para Lisboa

O PSD-M acusa do Governo Central de “irresponsabilidade”.

A Comissão Política do PSD/Madeira fez hoje a sua primeira reunião pós congresso. Com dados concretos sobre a estratégia em ano de Eleições Regionais. Vai manter novos encontros com a população e recolher o contributo de todos os madeirenses para o próximo Programa de Governo. Também dará continuidade às iniciativas do ‘Governo de Proximidade’, com as visitas dos Secretários Regionais às freguesias, e aos ‘Encontros com os Militantes’, com a presença do Presidente do PSD/Madeira. E muitos protestos direcionados para Lisboa, o Governo da República, mas também o presidente, que desde o congresso, tem sido um foco de crítica social democrata madeirense. Quanto ao próprio partido, na Região, “está mais forte e melhor preparado para vencer as três batalhas eleitorais de 2019”.

Foi nesta comissão que o PSD-M apresentou um voto de protesto relativamente à recente visita da Ministra do Mar à Região. “Ficou claro que o Governo da Geringonça, da responsabilidade do PS, do BE e do PCP, usa o aparelho do Estado para promover a sua estratégia político-partidária confundindo papéis. E, sobretudo, trazendo uma mão cheia de nada que aponta soluções para 2020, nunca antes acauteladas ou apoiadas, conforme seria legítimo, como é o caso do Ferry”, constatou José Prada, durante a conferência de Imprensa que decorreu na sede do Partido.

Ao apresentar as conclusões da Reunião da Comissão Política, o Secretário-Geral do PSD/M, demonstrou a sua preocupação face à “irresponsabilidade” do Governo Central que trata os madeirenses como “portugueses de segunda”, em matérias como a revisão do subsídio de mobilidade ou os juros da dívida. E, repudiou, também o facto de a Madeira ter sido preterida para acolher as celebrações do Dia de Portugal, em plena comemoração dos 600 Anos do Descobrimento da Ilha, o que “espelha o total desrespeito da República pela história e memória do povo madeirense.”

José Prada garantiu, assim, que o Partido continuará a lutar contra o “centralismo” de Lisboa, colocando a Autonomia da Madeira e os interesses da população sempre em primeiro lugar. Algo que é também a grande prioridade do Governo Regional.

Por isso, a Comissão Política reconhece o esforço que tem vindo a ser feito pelo Governo Regional da Madeira que se traduz na melhoria dos principais indicadores económicos e sociais, nomeadamente na descida acentuada da taxa de desemprego e no aumento exponencial da criação de empresas. “Há nove anos que a taxa de desemprego não era tão baixa e há 14 anos que não se criavam tantas empresas.”

“É o Governo Regional que continua fortemente comprometido com o investimento nas áreas da saúde e educação, com o reforço dos apoios sociais, com as políticas de apoio à natalidade e às famílias, com a redução da carga fiscal, com o combate ao desemprego e às desigualdades sociais, com o investimento público e privado” disse, sublinhando o clima de confiança e estabilidade social que se vive na Madeira, ao contrário daquilo que acontece em território continental..

O próximo Conselho Regional realiza-se a 9 de fevereiro, a Festa Popular do Chão da Lagoa fica desde já agendada para o dia 28 de julho e o Jantar de Natal para 6 de dezembro.