Rui Rio quer Cunha e Silva candidato às Europeias

Cunha e Silva é o preferido de Rui Rio para as Europeias.

João Cunha e Silva deverá ser o nome indicado pelo PSD-Madeira para incluir a lista nacional social democrata às Eleições Europeias do próximo mês de maio, dia 26 mais precisamente. O nome do ex-vice presidente do Governo Regional de Alberto João Jardim, de 2000 a 2015, que domingo passado foi eleito para presidir à Mesa do Congresso do partido, na Região, surge num contexto em que a estrutura de gestão social democrata pretende dar sinais, práticos, de unidade dentro do partido, chamando militantes que estavam de certo modo afastados desta equipa de Albuquerque, ainda com um cenário de resquícios das internas de 2014, precisamente aquelas em que Cunha e Silva perdeu para o atual líder regional, que foi a uma segunda volta com Manuel António Correia, este a constituir uma das figuras pela ausência no Congresso de domingo.

O FN sabe que a escolha de Cunha e Silva é defendida pelo líder nacional, que inclusive já fez saber a Miguel Albuquerque essa sua aposta, o que não surpreende uma vez que Cunha e Silva foi apoiante de Rio nas internas nacionais recentes, valendo-lhe até uma posição de destaque nas estruturas nacionais do partido. A proximidade de Cunha e Silva a Rui Rio tornou o processo mais fácil, embora isso não signifique, necessariamente, masi pacífico no seio do PSD-Madeira, que apesar de todas as tentativas de manter as tropas unidas, congrega setores menos flexíveis quanto a um regresso com Cunha e Silva a esta ribalta do partido, que porventura não estará ainda preparado para esta “mexida de pedras”.

Além disso, o Funchal Notícias apurou que dentro da própria estrutura de decisão do partido, na Madeira, o nome não é consensual, sendo mesmo suportado, ao que nos dizem, por alguns estudos de opinião que revelam não ser Cunha e Silva o candidato melhor colocado para reunir condições de popularidade e eleição, não obstante a aposta do líder nacional poder vir a ter um peso neste enquadramento, que ele próprio também vive, de unidade nacional do partido, com desafios importantes pela frente, europeias, regionais e nacionais, que não se compadecem com divisões internas, mesmo vindas da Madeira.

Recorde-se que no último congresso regional do partido, Cunha e Silva considerou que “chegou a hora de fazer a continência ao general e mostrar-se disponível para os combates. Todos somos poucos para ganharmos os desafios que temos pela frente”, apelando a uma unidade . Relevou um congresso de “sucesso” e disponibilizou-se ainda: “Aqui está mais um soldado ao dispor para alinhar para as três difíceis batalhas que se avizinham”.

A avaliar pelas movimentações, pode “alinhar” já nestas Europeias.