CDU foi denunciar “atentado” no sítio do Portinho, no Caniço

 

A CDU foi hoje ao sítio do Portinho, na freguesia do Caniço, para denunciar “um atentado patrimonial que ali se prevê” e que levou  à suspensão do PDM do concelho de Santa Cruz. No final da acção política a deputada Sílvia Vasconcelos disse que a praia do Portinho, “além de ser belíssima, é uma das poucas praias que ainda não está privatizada, nem dominada pelos grupos hoteleiros”.

Porém, apontou, “além de a Madeira ainda nem sequer ter um POOC – é mesmo a única região do país sem um Plano de Ordenamento da Orla Costeira! – mais recentemente até se decidiu suspender o Plano Director Municipal de Santa Cruz por dois anos, com a conivência do Governo Regional, para se construir mais um hotel na zona do sítio do Portinho. Ou seja, assiste-se a mais um processo da orla costeira e à “turistificação” do litoral, em detrimento dos interesses ambientais e do interesse público. Porque não está em causa a construção de mais um hotel, capaz de criar novos postos de trabalho; está em causa a construção de mais um hotel em cima do litoral para satisfação de interesses financeiros particulares, projecto, este, que vem já do tempo do PSD e que foi acolhido pela actual autarquia”.

O PCP diz defender o regramento e ordenamento do litoral, na defesa do interesse público regional, pois este investimento “quanto a nós não se enquadra na valorização desta zona nem do nosso litoral. Nem tão pouco o que denominam de requalificação da promenade dos Reis Magos, onde está previsto um projecto de construção de piscinas, ou a nova promenade prevista para ligar o Portinho aos Reis Magos”.

“Lamentavelmente o que este tipo de empreendimentos costeiros tem, é contribuído para a destruição da nossa paisagem e património natural, pondo em causa até a sustentabilidade turística da nossa ilha que é sobretudo procurada pela sua paisagem natural”, criticou.

A CDU disse que é preciso que as autarquias e Governo Regional sejam os primeiros a defender os seus planos directores e não os primeiros a ignorá-los ou a suspendê-los.


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