Albuquerque diz que o ferry “é falhanço completo do PS-Madeira” durante visita à cota 500

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, considerou hoje que o ferry “é um falhanço completo do PS-Madeira”, porque “houve uns candidatos da esquerda que disseram que foram a Lisboa dar murros e reivindicar e nada acontece, porque era conversa fiada”.

“Quando eu olhei para o orçamento de Estado, não estava nada inscrito para o ferry para a Madeira. E depois, quando nós apresentámos uma proposta para o financiamento do ferry todo o ano, essa proposta do PSD foi chumbada na Assembleia da República pelo Partido Socialista, incluindo os próprios deputados do PS eleitos pela Madeira, o que é de facto extraordinário. Depois, o que eu disse ontem é que… O Estado apresentou agora um plano de financiamento para mobilidades, acessibilidades e infraestruturas, de 20 mil milhões de euros até 2030. Obviamente que se trata de conversa fiada para o futuro. Mas nesse plano não está consubstanciada nenhuma verba para consubstanciar a ligação marítima permanente até à Madeira. Isso significa que a única força que vai cumprir o seu compromisso com as pessoas é o Governo da Madeira, porque nós garantimos nos próximos dois anos a ligação ferry durante o Verão”.

Albuquerque falava no âmbito duma visita à obra do troço final da cota 500, que o governante afirmou “estar a andar bem”.

“Concluímos as expropriações finais e neste momento podemos dizer que a obra está a avançar de forma consistente”, para ser concluída no Verão. Esta obra de circunvalação às zonas altas de Santo António permitirá fazer a distribuição do tráfego e dos transportes públicos e melhorar a acessibilidade das pessoas de forma significativa, considerou Albuquerque. A distribuição de trânsito para o caminho da Barreira, para o Trapiche, para o Laranjal, Curral Velho e Lombo dos Aguiares sairá beneficiada, disse. Trata-se de uma zona densamente povoada do concelho do Funchal.

Por outro lado, a obra permitirá uma ligação de 4.3 km entre a Estrada Comandante Camacho de Freitas, subindo junto à Ribeira Grande, e que terminará no Vasco Gil. “O próprio acesso ao Curral das Freiras poderá ser feito a partir daqui”, disse o chefe do Executivo madeirense, que acrescentou que a obra permitirá ainda uma melhor infraestruturação de água e esgotos na área.

Esta obra representa um investimento de 7.7 milhões de euros, na parte final da obra, e que será complementado por um milhão e meio da obra de requalificação do caminho da Ribeira Grande, a partir da zona do Campo do Marítimo.