As públicas virtudes e os vícios privados!

O filme de 1989 “Sexo, Mentiras e Vídeo” foi escrito em oito dias e filmado em apenas cinco semanas. Com tudo para dar errado por se tratar de um filme independente, de baixo orçamento e sem protagonistas famosos, surpreendeu tudo e todos e depressa se transformou num filme de culto.

A vida pública e a vida privada são as duas faces da mesma moeda. Há quem tenha vícios privados e públicas virtudes. E quem tenha virtudes privadas e pecados públicos. O que não se pode fazer, como fazem alguns partidos, é “separar as águas” e fingir que nada de passou.

Não vale a pena colar rótulos à esquerda e à direita. Quem tem as mãos limpas que atire a primeira pedra.

Contudo, na axiologia da política entram, ou deviam entrar, no plano teórico-prático, conceitos como ética, moral, valores, princípios, virtudes, caráter, conduta, honra, dignidade, integridade, atitude, postura, regras, bem, mal, direito, liberdades, responsabilidade.

Friedrich Nietzsche diria “Não há fenómenos morais, mas apenas uma interpretação moral de fenómenos”.

Mas sem querer julgar ou condenar ninguém, entra nesta história das públicas virtudes e dos vícios privados, uma outra equação que, essa sim, interpela cada um de nós, eleitores/cidadãos.

Quem é eleito tem o dever de prestar contas aos seus eleitores. E há eleitores com todas as interpretações axiológicas supra referidas.

Será uma questão de consciência individual? É mais do isso!