BE salientou contribuição no OE 2019 para interesses de estudantes e funcionários das universidades

O Bloco de Esquerda esteve hoje no Campus da Universidade da Madeira, na Penteada, para falar de propostas que apresentou no âmbito do recente Orçamento de Estado para 2019, e que foram aprovadas. O deputado na Assembleia da República, Ernesto Ferraz, realçou, em particular, um subsídio equivalente ao de insularidade, para todos os funcionários de entidades universitárias nas regiões autónomas, que não têm direito ao subsídio de insularidade, mas também não têm, por parte do ministério que tutela o ensino superior, qualquer reforço para fazer face aos constrangimentos do meio onde vivem.

“Esse subsídio será uma realidade em 2019, e esperemos que continue a partir daí. Foi aprovado por uma série de partidos. Infelizmente, o PS votou contra”, apontou.

A luta anti-propinas é outra das bandeiras do partido. Desde sempre que o BE defende que o ensino superior deve ser universal, gratuito e acessível a todos independentemente das condições económicas. “O saber e o adquirir de competências é um direito de todos”, salientou.

O BE conseguiu que houvesse um decréscimo de 20% nas propinas, a partir do próximo ano, algo que o Bloco não considera uma grande vitória, mas é um passo, uma fase na luta pelo ensino gratuito.

Ernesto Ferraz quis apelar aos que abandonaram os estudos universitários por dificuldades económicas, que repensem a sua atitude, porque agora “o esforço será menor”, disse. Quanto mais força tiver o BE, maiores serão os resultados no futuro, salientou.

O Bloco também salientou os seus esforços para regularizar contratos com investigadores universitários. Por outro lado, acrescentou, opinou que o Governo Regional deve apoiar a UMa e requerer estudos a esta entidade e não a entidades universitárias exteriores, a troco de “largos milhares de euros, como tem feito nos últimos anos”.