Sara Madruga denuncia que investimento tecnológico prometido para a RTP-M continua adiado

“Não entramos nisso de fazer o investimento antes ou depois das eleições regionais estimando quem vai ganhar” justificou o presidente do conselho de administração da RTP Gonçalo Reis, na audição regimental na Assembleia da República ao conselho de administração da RTP e em resposta às questões colocadas pela deputada do PSD-M Sara Madruga da Costa, que exigiu a concretização e a definição do investimento tecnológico prometido ao centro regional da RTP-M há três anos.

De acordo com o presidente do conselho de administração “a RTP é uma empresa que se gere por critérios empresariais e as decisões de investimento têm haver com as necessidades técnicas e com as disponibilidades e nunca com calendários eleitorais. “não entramos nisso”.

Para Gonçalo Reis “a situação da Madeira não é gritante”, o investimento depende da disponibilidade financeira, mas os calendários são empresariais e não eleitorais” defendeu remetendo a concretização do investimento para o aumento de capital da empresa.

Na sua intervenção a deputada Sara Madruga da Costa referiu que “a falta de investimento e a desadequação dos esquipamentos da RTP- M é “gritante” e coloca em causa o cumprimento das obrigações de serviço público e o trabalho dos funcionários”.

Sara Madruga da Costa lembrou as palavras da administradora da RTP de então que em 2016 assumiu na Assembleia da República a opção de investir em primeiro lugar nos Açores e de “deixar a Madeira para mais tarde”. A deputada recordou que 2019 é ano de eleições regionais e por isso “impõe-se saber se o “para mais tarde da RTP” é em 2019 ou em 2020, ou seja antes ou depois das eleições regionais na Madeira.”

A deputada social democrata voltou também na audição a denunciar o problema da falta de harmonização das tabelas salariais dos trabalhadores da RTP-M com os outros centros da RTP, exigindo uma resposta do conselho de administração que continuou em silêncio e não respondeu.