CDS diz que Empresa de Automóveis do Caniço vê com bons olhos a ideia do passe social único para toda a Região

O presidente da Comissão Política do CDS-PP Madeira, Rui Barreto, reuniu-se na manhã de hoje com a administração da Sociedade de Automóveis do Caniço. Fez-se acompanhar,nesta reunião, do líder parlamentar do CDS, António Lopes da Fonseca, e do deputado Lino Abreu.
 
Segundo diz o partido, a  Empresa de Automóveis do Caniço vê com bons olhos a ideia da criação, avançada pelo CDS-PP Madeira, do “Passe Social Único” para toda a Região, com apenas duas tarifas: uma de 30 euros para o concelho do Funchal, outra de 50 euros para o resto da Ilha. Colocam apenas uma condição: que o Governo Regional garanta o reforço das indemnizações compensatórias, preocupação devidamente salvaguardada no projecto que o CDS irá apresentar à Assembleia Legislativa da Madeira para integrar a proposta de Orçamento da Região para 2019.
Segundo revelam os centristas, esta nota positiva à proposta do CDS foi manifestada pelos administradores da empresa de transporte público na reunião de trabalho realizada esta sexta-feira, nos escritórios da companhia,. Outras reuniões foram já solicitadas. O objectivo é dar a conhecer a iniciativa do CDS e recolher os contributos das empresas de transporte público.
“O CDS defende uma maior coesão territorial e equidade no preço dos bilhetes para o transporte terrestre de passageiros”, explicou Rui Barreto no final da reunião. “Estamos a ouvir as empresas de transportes colectivos para percebermos o que pensam da nossa ideia e devo dizer que está a ser bem recebida, mas também para assegurarmos que as empresas não vão ver reduzidas as indemnizações compensatórias pelo facto de baixarem o preço do bilhete.”
Pelo contrário, afirma o partido. A proposta do CDS consagra um reforço dos apoios às empresas. “Aquilo que é importante é corrigir situações de injustiça”, refere o dirigente partidário. “Não é possível a uma pessoa que vive em Santana, que ganha o salário mínimo, ter de retirar 21 por cento do seu salário para trabalhar no Funchal, pagando cerca de 124 euros/mês pelo passe. Esta nossa proposta é precisamente fazer reduzir as injustiças territoriais, fazer baixar o preço do bilhete aumentando as indemnizações compensatórias, fomentar a utilização do transporte público e contribuir para a qualidade ambiental.”