PSD Porto Santo aponta baterias a Menezes de Oliveira por causa da Binter

psd

Um comunicado assinado pelo presidente da Comissão Política do PSD Porto Santo critica o “vereador em regime de part-time do Partido Socialista da Câmara Municipal do Porto Santo, Menezes de Oliveira”, por ter emitido um comunicado no qual “expressava a sua enorme felicidade pelo facto do Governo da Republica reunir com a BINTER”.

“É de lamentar este nível de excitação por parte de um vereador que deveria defender os interesses da população do Porto Santo, mas ao invés, prefere defender a imagem do Governo da República, que tanto tem atacado a Madeira e o Porto Santo”, acusa Bernardo Caldeira.

“É lamentável que esta figura se regozije pelo facto de o Governo da República demorar uma semana a agir perante esta afronta que prejudicou o Porto Santo, os Porto-santenses, e que continua a causar danos irreversíveis no sector do turismo da Ilha Dourada”, acusa.

Diz Bernardo Caldeira que percebe-se agora o porquê do silêncio do PS Porto Santo no decorrer desta longa semana. “Estavam nitidamente a aguardar autorização de Lisboa para falar, assim que o Ministro interrompesse as suas férias. Uma semana depois lá deram sinal de vida”, ironiza.

“Estranhamos a suprema euforia do dito vereador, pelo simples facto do Ministro ter reunido com a empresa, continuando o Partido Socialista a esconder as verdadeiras razões que deixaram o Porto Santo sem ligações aéreas regulares. Fica comprovado que foi pela forte pressão exercida pelo PSD, Câmara Municipal do Porto Santo e pelo Governo Regional, que obrigou o Governo da República a agir”, asseguram os social-democratas portosantentes.

“Este ataque sem escrúpulos de que o Porto Santo foi alvo, ganhou dimensão nacional, graças às constantes denúncias efectuadas pelos órgãos de poder local, pelo Governo Regional e pelos deputados eleitos na Assembleia Legislativa Regional e na Assembleia da República. Enquanto isto, o PS Porto Santo remeteu-se ao silêncio, entretido com um acampamento. Ficámos esclarecidos”, fulminam.