Floristas relegadas para o Largo do Chafariz devido a obras no piso do local habitual, devido a estragos causados pelas raízes das árvores

Com Rui Marote (fotos)

Decididamente, um dos maiores cartazes turísticos do Funchal de outros tempos, as tradicionais floristas, atravessam tempos difíceis. Tanto quanto o Funchal Notícias sabe, o seu número foi-se reduzindo paulatinamente, até sobrar apenas uma em efectiva actividade regular. O seu espaço habitual ao pé da Sé do Funchal também foi sendo progressivamente disputado por outros estabelecimentos, que ali instalaram esplanadas e até balcões frigoríficos ao pé de bocas de incêndio (embora rapidamente removíveis).

Mas, para além de o negócio e o espaço já não serem os mesmos de outros tempos, há que adaptar-se às situações. E é isso mesmo que estão a tentar fazer as poucas “sobreviventes” desta actividade que tanto aparecia nos antigos cartões postais. Enquanto são realizadas obras no espaço onde habitualmente se situam, o Largo do Chafariz é agora a sua casa provisória, com os bancos a servirem de expositor. As diferenças para a quantidade de flores e os trajes tradicionais que antigamente ornamentavam os postais da Madeira não deixa de ferir os olhos do transeunte.